A osteoporose é uma doença óssea muito comum e ocorre por causa da falta de cálcio nos ossos e, normalmente, está associada ao envelhecimento. Mas outros fatores também podem levar a esse quadro, entre eles, destacam-se a menopausa e o sedentarismo.
A diminuição do estrógeno, o hormônio femininio, durante a menopausa, acentua a perda de massa óssea. Fumo, álcool, café e medicamentos com corticosteróides também contribuem para que isso aconteça. Os homens sedentários perdem 0,5% de massa óssea por ano, enquanto que as mulheres sedentárias perdem 1% ao ano antes da menopausa e 3% depois. O exame que checa a densitometria óssea é o mais indicado para quantifi car a perda de massa óssea e, por isso, recomenda-se a sua inclusão na avaliação médica preventiva (nas mulheres, a partir do climatério, e nos homens com mais de 60 anos).
A prevenção é o melhor remédio contra a osteoporose. E a ingestão diá ria de cálcio é um dos recursos que mais ajudam nessa medida. A necessidade diária de cálcio é de 1000 mg e pode chegar até a 1500 mg, o que acontece nos períodos da amamentação ou do climatério. Os alimentos naturais, ricos nesse mineral, são importantes para reforçar a dieta diária: frutas (laranja), legumes e verduras (couve e brócolis), peixes (sardinha), cereais, sementes secas (sementes de gergelim e amêndoas) e laticínios.
Entretanto, o leite e seus derivados são as melhores fontes de cálcio. Um copo de leite (250 ml), por exemplo, ou de iogurte (200 g), contém 250 mg de cálcio e uma fatia grossa de queijo branco, 210 mg.
A complementação de cálcio, porém, nem sempre é indicada. Ela só é recomendada quando não é possível ingerir o cálcio natural, proveniente dos alimentos, ou em situações especiais, como ocorre no período da menopausa ou nos meses em que a mulher está amamentando.
Essa suplementação deve ser realizada sob supervisão médica e po de ser feita com vários tipos de sais de cálcio: carbonato (disponibiliza 40% de cálcio), citrato (20%), glutamato (13%) e lactato (9%). Eles devem ser consumidos junto com as refeições, dependem da presença de vitamina D para serem bem absorvidos (a exposição ao sol tem papel importante nesse processo) e do pH ácido do estômago (o uso de antiácidos é contra-indicado).
A atividade física adequada também provoca a formação e o fortalecimento do osso durante a infância e a juventude e é fundamental na vida adulta, porque mantém a qualidade do osso formado. Qualquer idade é indicada para começar a se exercitar e sempre é possível se conseguir bons resultados. A caminhada (por causa da ação da força da gravidade) e a musculação (porque promove uma tensão do músculo sobre o osso) são as atividades ideais para a prevenção da perda de massa óssea.
Uma das formas de se tratar a osteoporose é por meio da musculação, desde que seja realizada com equipamentos adequados, sob a supervisão de professores capacitados e, é claro, com orientação médica. Esses exercícios também são importantes porque evitam que a perda da massa óssea seja ainda maior. Os efeitos da atividade física, quando praticada regularmente, são percebidos a médio prazo (depois de 12 a 18 meses).
Para quem não tem esse problema, a prática constante dos exercícios ajuda na manutenção da saúde dos ossos.
Nos casos de osteoporose comprovados pela densitometria, o tratamento indicado combina medicamentos e atividade física. Hábitos como não fumar e evitar álcool e café em excesso devem ser incorporados para quem não quer desenvolver a osteoporose. Quanto mais cedo se inicia uma rotina saudável, menores são as chances de desenvolver a doença.
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JÚLIA MARIA D’ANDRÉA GREVE, MÉDICA FISIATRA, PROFESSORA ASSOCIADA DA FACULDADE DE MEDICINA DA USP, DIRETORA DO INSTITUTO VIVA SAÚDE E FITNESS |