Viva Saúde
Edição 46 - Maio/2007
 
Sumário da Edição
Edições Anteriores
Editorial
Sala de Espera
Consultório Médico
Aconteceu Comigo
Raio x
Leveza à Mesa
Atividade física
Saúde Natural
Mundo Infantil
Olho Clínico
Mais Vitalidade
Onde Encontrar
Internet
 
Exclusivo assinantes
Fale conosco
Assine já
Anuncie
 

  Anestesia mudou para melhor
A evolução dos medicamentos e a melhor avaliação dos pacientes, antes, durante e depois da cirurgia, têm trazido maior segurança ao procedimento

POR STELLA GALVÃO

FOTO: SÍMBOLO IMAGENSA ausência da sensação de dor é sinônimo de analgesia, desde que a técnica passou a ser usada na medicina, para evitar que qualquer intervenção cirúrgica fosse sinônimo de horas de sofrimento

Hoje, cada vez mais, cresce a atuação do anestesiologista, como também é chamado o médico anestesista, no período que precede a cirurgia, no curso dela e no pós-operatório.

A opção pelo tipo de anestesia (local, geral ou regional - peridural ou intratecal e raqui) varia de acordo com a complexidade da cirurgia, o estado geral de saúde do paciente e o anestésico a ser utilizado. Na avaliação pré-cirúrgica, o especialista verifica, por exemplo, o histórico de alergia a medicamentos. "Essas informações são importantes para determinar o tipo de anestesia que será usada. É o momento em que o paciente pode tirar todas as suas dúvidas e conhecer melhor o seu anestesista", diz o especialista Hermann Liden, do Hospital Edmundo Vasconcelos, de São Paulo. Aqui, ele esclarece alguns mitos relacionados à especialidade.

Que complicações podem ocorrer na administração da anestesia?
Nenhuma cirurgia é totalmente isenta de risco. Atualmente, com os modernos anestésicos disponíveis e com os equipamentos que permitem uma monitoração precisa do paciente, é possível ao anestesiologista controlar muito bem todo o procedimento. Nas anestesias peridural ou raqui, pode ocorrer uma queda de pressão em pacientes com predisposição, mas é um quadro rapidamente revertido com medicamentos.

Pode acontecer alteração na atividade cerebral?
Esse é um dos mitos mais freqüentes na medicina. A anestesia moderna utiliza medicamentos largamente estudados e está muito segura, principalmente no que diz respeito à proteção do cérebro. A vigilância anestésica, com equipamentos eletrônicos e muito sensíveis, se antecipa a circunstâncias que podem colocar em risco a função cerebral, como a baixa circulação sangüínea, por exemplo.

Há algum teste que avalia o risco de alergia ao anestésico?
O teste de alergia pode colocar a saúde do paciente em risco. Quando injetamos qualquer medicamento no corpo, ele vai, ou não, acarretar uma alergia. Essa, por sua vez, pode ser local, no braço, por exemplo, ou anafilática, de maior gravidade. A reação local pode já ter acontecido uma primeira vez, quando o organismo identificou o remédio como um corpo estranho e produziu um anticorpo contra ele. Na próxima vez que o paciente tomar aquela medicação, pode ocorrer uma reação inflamatória generalizada e mais intensa que a primeira. É o choque anafilático, que leva à queda de pressão, alteração de freqüência cardíaca, edema de glote e, em alguns casos, até ao óbito.

É verdade que a anestesia tipo raqui causa dor de cabeça?
Isso era muito comum antigamente. Há dez anos, como as agulhas eram mais grossas, a incidência desse sintoma era muito comum. Hoje, as agulhas usadas são muito fininhas e esse tipo de problema diminuiu muito.

Quanto tempo antes da anestesia é aconselhado parar de fumar?
O nosso organismo demora 24 horas para eliminar a nicotina que fica na corrente sangüínea. Por isso, o paciente deve ficar sem fumar este tempo antes da cirurgia. Esse cuidado é essencial porque a nicotina altera a pressão arterial e a ventilação do paciente, o que pode prejudicar a anestesia. O ideal, porém, é que a pessoa pare de fumar, pelo menos, uma semana antes da operação.

PÁGINAS :: 1 | 2 | Próxima >>


Faça já sua busca
no site da revista Viva Saúde


Copyright © 2008 - Editora Escala
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação sem autorização.