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Edição 45 - Abril/2007
 
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sete perguntas para um especialista
  PLAQUETAS: ingrediente precioso do sangue
A doação deste componente sangüíneo pode salvar a vida de pessoas com problemas de coagulação, como as que passaram por cirurgias complexas. Saiba como é feito o procedimento e quem pode ser doador

1- QUAL A DIFERENÇA ENTRE DOAÇÃO DE SANGUE E DE PLAQUETAS?
O primeiro caso ocorre quando o indivíduo doa o sangue com todas as substâncias que o compõem - plasma, plaquetas, hemácias (glóbulos vermelhos) e leucócitos (glóbulos brancos).

A doação de plaquetas, como o próprio nome indica, é a retirada apenas dessa substância do sangue do doador.

2- PARA QUE SERVEM AS PLAQUETAS?
Elas são pequenas partículas (parecidas com uma célula), cuja função é auxiliar no processo de coagulação do sangue. Ou seja, elas são agentes protetoras do organismo. Por exemplo, quando você se machuca, por qualquer razão, geralmente há sangramento, e as responsáveis por estancar esse vazamento são as plaquetas. Se, por algum motivo, elas não desempenharem

3- QUEM PRECISA DESSE TIPO DE TRANSFUSÃO?
Geralmente são pacientes que acabaram de passar por transplante de medula óssea, por sessões de quimioterapia (tratamento comum usado contra o câncer) e por cirurgias complexas, como as cardíacas. Essas pessoas apresentam pouca quantidade de plaquetas no sangue, o que as torna mais suscetíveis a hemorragias. Para que o organismo desses indivíduos recupere as suas funções normais, eles precisam receber plaquetas de um doador e não necessariamente irão precisar de uma transfusão completa de sangue.

4- QUAIS OS CRITÉRIOS PARA SER UM DOADOR?
São os mesmos exigidos para uma doação normal de sangue: estar em boas condições de saúde, ter entre 18 e 65 anos, pesar mais de 50 quilos, não estar em jejum, não ter ingerido alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação, ter dormido ao menos seis horas no dia anterior à doação e, no dia de se apresentar ao hemocentro, mostrar um documento de identificação com foto (como carteira de identidade e habilitação, passaporte ou carteira de trabalho). No entanto, é preciso que o doador apresente uma quantidade plaquetária acima de 150.000/mm3 de sangue, esteja com as veias em boas condições (para facilitar o procedimento) e também não tenha tomado, sete dias antes, medicamentos anticoagulantes (que dificultam a coagulação), como os que contêm ácido acetilsalicílico. Vale lembrar que um mesmo indivíduo pode doar plaquetas até quatro vezes por mês, respeitando o intervalo de 48 horas entre cada doação

5- COMO É O PROCESSO DE DOAÇÃO?
Ele pode ser realizado da maneira convencional, ou seja, por meio da doação de sangue completa. Nesse caso, depois de coletado, o sangue é submetido a um fracionamento, que separa todos os seus componentes em bolsas diferentes - plasma, hemácias e plaquetas -, para serem usados separadamente. Mas existe um sistema, chamado aférese, que isola as plaquetas no momento da doação. O sangue passa por um equipamento que coleta somente as plaquetas, devolvendo o restante do sangue para o doador. Esse procedimento dura, em média, uma hora e meia.

Mas o doador deve permanecer no serviço de hemoterapia por volta de duas horas, para evitar que sinta algum mal-estar.

O processo é simples, rápido e seguro. A diferença da doação por aférese é que o aparelho precisa dos dois braços do doador para que o sangue saia por um lado e retorne pelo outro. Uma das principais vantagens desse sistema é a sua capacidade de coletar seis vezes mais plaquetas do que na doação convencional.

6- O PROCEDIMENTO DÓI?
De jeito nenhum. Isso é um mito. Algumas pessoas podem sentir um formigamento ao redor da boca, dos dedos ou das mãos. Outras ficam com um pouco de frio, devido à perda de temperatura do sangue, provocada pela doação - o que é normal. Todas essas reações, no entanto, são desencadeadas por um anticoagulante usado para facilitar o trabalho de separação das plaquetas.

7- ONDE É FEITA A DOAÇÃO?
Quem preferir doar somente plaquetas - por aférese -, precisa agendar o dia e a hora no serviço de hemoterapia. Já para quem deseja fazer a doação convencional, é só comparecer a um hemocentro. Mas também há a possibilidade de agendamento, se a pessoa quiser agilizar o seu atendimento.

Vale ressaltar que, como o estoque de plaquetas só pode ser armazenado por, no máximo, cinco dias, a necessidade desse tipo de doação é constante.

O Ministério da Saúde, por meio do Disque-saúde, fornece informações sobre os hemocentros de todo o país (0800-611997).

Maria Odila Jacob de Assis Moura, hemoterapeuta do Centro de Hematologia de São Paulo.


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