Até mesmo uma vacina contra a doença de Alzheimer, a mais freqüente forma de demência em idosos, está sendo pesquisada. Em março, cientistas japoneses anunciaram ter desenvolvido uma vacina oral contra a doença de Alzheimer que se provou eficiente e segura em ratos geneticamente modificados para desenvolver o mal.
Os testes deverão ser realizados em humanos ainda este ano. A vacina, porém, não seria usada preventivamente, mas para tratar pessoas que já apresentam o problema.
De acordo com pesquisadores do Instituto Nacional para Ciências da Longevidade, em Aichi, no centro do Japão, quando administrada em ratos com a doença de Alzheimer, a vacina reduziu a quantidade de placas de proteína beta-amilóide no cérebro e melhorou a função mental. Os cientistas acreditam que nas placas de beta-amilóide estaria a origem da doença de Alzheimer.
A matéria-prima da vacina consiste na injeção de genes produtores de beta-amilóide num vírus não infeccioso. Tomado por via oral, o vírus estimulou o sistema imunológico a destruir as placas de beta-amilóide no cérebro. A vacina não causou inflamação ou hemorragia no cérebro dos ratos.
Outros centros de pesquisa do mundo também estudam uma vacina contra a doença de Alzheimer.
Outros centros de pesquisa do mundo também estudam uma vacina contra a doença de Alzheimer.
2007 - botulismo e BCG com hepatite B
2008 - gripe aviária, rotavírus, tríplice com hepatite B e coqueluche - esta última com menos efeitos colaterais
2009 - dengue, gripe e leishmaniose
2010 - amarelão e doenças pneumocócicas
O que você precisa saber sobre vacinação
Tudo começou...
... com o médico inglês Edward Jenner. Ele ficou mundialmente conhecido como o inventor da vacina, no fim do século 18, ao notar que certas vacas tinham feridas iguais às provocadas pela varíola em humanos. Esses animais estavam infectados com uma versão mais branda da doença. As mulheres responsáveis pela ordenha, quando expostas ao vírus, também tiveram uma forma mais suave da varíola. Diante dessa observação, Jenner recolheu o líquido que escorria das feridas das vacas e o passou sobre arranhões que ele mesmo fez no braço de um menino de oito anos. A criança teve febre e algumas lesões leves, mas se recuperou logo. Pouco tempo depois, o médico pegou o líquido da ferida de uma pessoa com varíola e repetiu o procedimento com o garoto. A criança não desenvolveu a doença. Estava descoberta, então, a propriedade de imunização. A palavra vacina, inclusive, de origem latina, provém de "vaca". No entanto, há evidências de que, muito antes da descoberta de Jenner, os chineses já trituravam as cascas das feridas produzidas pela varíola, onde havia o vírus morto, e sopravam o pó por meio de um cano de bambu nas narinas das crianças - estas, então, produziam anticorpos contra a doença.
Antes de a vacina existir ...
... a única maneira de uma pessoa se tornar imune a uma doença era adoecer e sobreviver à ela. Isso porque, quando o organismo entra em contato com um agente agressor (vírus, bactéria, fungo, protozoário) é acionado o sistema imunológico. Este mecanismo de defesa natural