Essa arte marcial, que surgiu na China por volta do século XVII, foi passada de geração a geração até se globalizar. Ela pode ser explicada como um sistema de defesa e manutenção da saúde.
A princípio, o tai chi chuan (cujo nome significa “a arte suprema dos punhos”) foi criado como uma técnica de combate, mas evoluiu para uma modalidade de ginástica ou esporte e, mais do que isso, para uma excelente ferramenta terapêutica — capaz de amenizar inúmeros males do homem moderno, como estresse, depressão, ansiedade e distúrbios do humor.
Um estudo realizado pela Universidade Nacional de Taiwan, na China, demostrou que o treinamento contínuo dessa prática esportiva produz, em idosos de ambos os sexos, um aumento no consumo de oxigênio, na força muscular das pernas e na flexibilidade da coluna lombar e torácica.
“O tai chi chuan mexe com a energia interna do corpo, estimula o trabalho respiratório e agrega princípios de longevidade — e, por isso, é considerado como a arte da longa vida”, explica Yoshihide Takahashi, professor da Fórmula Academia, de São Paulo.
Para iniciantes, é recomendável fazer aulas duas ou três vezes por semana. Mas, se quiser melhorar ainda mais o condicionamento físico, realize também exercícios aeróbicos (caminhada, bicicleta, natação), de resistência muscular (ginástica localizada com pesos ou musculação) e nunca se esqueça de alongar-se antes de iniciar qualquer atividade esportiva.
Pronto para voar
O tai chi envolve movimentos lentos, circulares e suaves, que desbloqueiam as tensões nervosas e integram corpo e mente. Durante toda a execução dos ‘exercícios’ há uma grande preocupação com a respiração para que o praticante relaxe, sem que seja preciso utilizar força física.
A seqüência é contínua e delicada para ativar a circulação e promover o alongamento e relaxamento dos músculos. “Sua prática regular atua no aprimoramento da concentração, no relaxamento e na leveza a cada dia. Nos deixa sereno”, diz Márcio Gonçalves, pós-graduado em artes corporais chinesas, acupunturista e mestre em kung fu e tai chi chuan.
Veja outros benefícios desta ginástica oriental, indicada especialmente para quem já passou dos 60 anos.
“Faço tai chi chuan há mais de 20 anos e vejo o quanto tem me ajudado a encarar a passagem do tempo com saúde, disposição, coragem... O exercício fortalece as pernas, ajudando a prevenir as quedas decorrentes do enfraquecimento dos ossos, trabalha a respiração, oxigenando melhor o organismo, e ainda fornece uma dose extra de energia para tudo — quer dizer, só traz vantagens! Quem pratica regularmente também acaba levando a vida de uma forma mais saudável, em todos os sentidos — não fumo, cultivo bons hábitos à mesa, enfim, tento estender os princípios do tai chi ao resto da minha rotina. O resultado é que me sinto jovem e muito mais equilibrada.”
Alice Hashibara, 62 anos, terapeuta em shiatsu e acupunturista. |
" A técnica me dá equilíbrio e juventude "
EQUILÍBRIO
EM PÉ, PERNAS LIGEIRAMENTE AFASTADAS, APOIE O PESO DO CORPO SOBRE A PERNA ESQUERDA, DEPOIS SOBRE A DIREITA. SEMPRE DE MANEIRA ALTERNADA E LENTA. REPITA 15 VEZES DE CADA LADO.
9 VANTAGENS DA ARTE
1. INDICADA PARA TODOS: os movimentos são leves e lentos, por isso não provocam esforço muscular nem fadiga — e, portanto, não há qualquer contra-indicação. Como são regidos pela mente e coordenados pela respiração, promovem equilíbrio, harmonia e longevidade.
2. REJUVENESCE: deixa mais jovem o indivíduo como um todo, pois ajuda a baixar a pressão san güínea, irriga as articulações, estimula a circulação, atua na construção dos músculos e mobiliza o sistema imunológico. E tudo isso sem estresse ou tensão. “Em toda a China, milhares de homens e mulheres, de todas as idades, se juntam nos parques todas as manhãs, bem cedo, para praticar, com o objetivo de melhorar o corpo e a mente”, destaca Maria Ângela Vieira de Souza Soci, diretora da Sociedade Brasileira de Tai Chi Chuan e Cultura Oriental (SP).
3. É FÁCIL DE FAZER: es tudos recentes realizados por americanos afirmam que, de todas as artes terapêuticas, esta é a mais suave e fácil de ser aprendida.
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