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Edição 44 - Abril/2007
 
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  Como a dengue ataca
A doença, no início, tem os mesmos sintomas da gripe, mas não deve ser tratada da mesma maneira, pois pode até piorar. Conheça como a dengue evolui e o que precisa ser feito para eliminá-la

POR LILIAN HIRATA
ILUSTRAÇÃO MG STUDIO

A dengue é um problema de saúde pública não só no Brasil, mas também em vários outros países tropicais. Além disso, sua incidência no país tem aumentado assustadoramente. Só em 2006 foram registrados mais de 345 mil novos casos. Isso significa um aumento de 39% em relação ao ano anterior.

No mundo todo há quatro tipos de vírus da doença: 1, 2, 3 e 4. Mas por aqui só foram encontradas as três primeiras versões. É válido ressaltar que ninguém pega dengue de outra pessoa, por meio do contato com suas secreções, por exemplo. A contaminação é feita pela picada da fêmea do mosquito Aedes Aegypti. É ela que se alimenta do sangue de um indivíduo infectado e transmite o vírus para outra pessoa.

Depois da picada, há um período de cinco a dez dias até que se iniciem os sintomas, fase chamada de incubação. Uma curiosidade: nem todo mundo que é contaminado desenvolve a doença. É provável que apenas 10% a 20% das pessoas serão infectadas e manifestarão os sinais da doença.

A versão clássica
Assim é a manifestação mais comum da dengue. Ela dura uma semana e não oferece risco de morte. Seu primeiro sintoma é uma repentina febre alta (mais de 39 graus), seguida de mal-estar. É comum a pessoa pensar que está com gripe e não procurar auxílio médico.

Embora não seja perigosa, ela também causa fortes dores nos olhos, articulações, ossos e região abdominal. Provoca manchas de coloração arroseada em partes do corpo, bem como fadiga e náuseas. Há ainda diminuição dos batimentos cardíacos, por conta da redução da velocidade do fluxo sangüíneo. Nem sempre todos os sintomas ocorrem ao mesmo tempo, por isso a dengue é confundida com outras enfermidades.

O QUE OCORRO QUE OCORRE DEPOIS DA PICADA
1- O Aedes Aegypti tem menos de um centímetro e seu corpo é de cor café ou preta com listras brancas. É a fêmea que pica o homem e transmite o vírus da doença
2- O vírus circula pela corrente sangüínea e se instala no tecido que envolve os vasos sangüíneos. O local inflama, porque o vírus começa a se multiplicar, se espalhando por todo o corpo. Por conta da inflamação, o fluxo de sangue circula mais lentamente. Na dengue clássica, essa diminuição é sutil e os sangramentos provocados são leves e ocorrem na pele e na região da boca
3- Há uma redução das plaquetas (agentes que agem na coagulação) no sangue, que fica mais espesso, favorecendo a formação de trombos (nódulos). Por isso, há riscos de entupimento e a circulação fica ainda mais lenta. A oxigenação dos órgãos é comprometida, porque a circulação de sangue é reduzida. Com menos sangue, os glóbulos vermelhos - responsáveis por levar oxigênio aos tecidos do corpo - também diminuem sua atividade
4- Na dengue hemorrágica (veja na página seguinte), a velocidade com que o sangue circula pelo corpo é muito menor. Os vasos e artérias ficam mais permeáveis e, por conta disso, o fluxo extravasa de órgãos como pulmão, aparelho digestivo e até cérebro. A doença pode levar à morte

SINTOMAS: Febre alta é o primeiro sinal (tanto na clássica quanto na hemorrágica). Depois, vêm mal-estar, náuseas e dores de cabeça, nos olhos e nas articulações

O RISCO DO ÁCIDO ACETILSALICÍLICO
Esta substância, encontrada em remédios como aspirina, AAS, etc... (verifique na bula), atua como antitérmico (reduz a febre), analgésico, antiinflamatório e anticoagulante. É exatamente por conta desta última característica que seu uso é proibido em caso de suspeita de dengue. Sua ação anticoagulante altera as funções das plaquetas e aumenta as chances de hemorragias. Cardíacos, que tomam medicamentos que contêm a substância, devem ficar ainda mais atentos a este fato. Isso também vale para usuários de certos antiinflamatórios. Só o médico mesmo é capaz de receitar remédios seguros e eficazes.
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