Vários medicamentos podem ser úteis para interromper uma crise de cefaléia — analgésicos comuns, antiinflamatórios, ergotamina, dipirona, combinações analgésicas e triptanos. “O mais indicado, no momento da dor aguda, é usar a medicação à base de triptano, em vez de recorrer aos analgésicos comuns”, alerta o neurologista Mario Peres. Porém, quando essas drogas conhecidas como sintomáticas (por amenizarem os sintomas) são consumidas indiscriminadamente podem levar a complicações, entre as quais o agravamento da própria cefaléia. De acordo com a American Headache Society, há indícios de que se utilizados freqüentemente em doses excessivas, esses remédios podem perpetuar a cefaléia, tornando-a um problema crônico diário. Suas fórmulas inibem a fabricação da serotonina – substância com propriedade analgésica produzida pelo organismo e, acredita-se, presente em menor quantidade no cérebro dos que têm enxaqueca. Não é à toa que, atualmente, os pacientes com casos de dor diária e uso constante de analgésicos já são tratados com uma droga específica (a dihidroergotamina) exatamente para atenuar a dependência da medicação sintomática.
É exatamente nesse ponto que entra o tratamento preventivo por meio da alimentação. Os alimentos certos no prato não eliminam completamente a enxaqueca, mas reduzem a freqüência e a intensidade das crises, tornando-as mais facilmente controláveis pelos medicamentos sintomáticos.