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| ASSIM COMO BUSCAR A FELICIDADE, A PRÁTICA DE EXERCÍCIOS FÍSICOS MODERADOS, COMO CORRIDA, TAMBÉM ESTIMULA O ORGANISMO A CONTROLAR A PRESSÃO ARTERIAL E A FREQÜÊNCIA CARDÍACA |
Quando o assunto é hipertensão (doença que não provoca sintomas e é caracterizada pe lo aumento da pressão arterial), a maioria dos casos é associada a herança genética, má alimentação (abuso de sal e gordura), consumo excessivo de álcool, fumo e peso extra.
Mas há outros fatores ligados ao estilo de vida que podem alterar o fluxo do sangue nas veias e o ritmo cardíaco. Alguns especialistas admitem, por exemplo, que uma dose generosa de alegria é capaz de melhorar a circulação sangüínea, fazer as energias fluírem, proporcionar bem-estar e contribuir com uma pressão normal.
"Sem dúvida alguma, a felicidade é um estado de espírito que permite que o indivíduo esteja mais alerta de si mesmo, não se apegue a hábitos prejudiciais, não tenha medo das mudanças e tenha a vitalidade à flor da pele", afirma Maria Angela Soci, presidente da Sociedade Brasileira de Tai Chi Chuan (SBTCC).
A relação entre emoção e pressão arterial foi notada recentemente até pelos economistas Andrew Oswald, da Universidade de Warwick, na Grã- Bretanha, e David Blanchflower, do Dartmouth College, nos Estados Unidos. Após avaliarem 15 mil pessoas de 16 países europeus, os pesquisadores observaram que nas nações onde os cidadãos se diziam mais felizes (nesta ordem, Suécia, Dinamarca, Grã-Bretanha, Holanda e Irlanda) os índices de hipertensão eram mais baixos.
De bem com a vida
Para os médicos, pessoas bem-humoradas e felizes têm menos chances de adoecer. "Elas vivem mais e mesmo quando estão doentes se recuperam mais rápido", afirma o médico Bráulio Luna Filho, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). A nutricionista Priscila Rosa Belpiede, do Movere Núcleo de Atividades Esportivas (organização não-governamental dedicada à prevenção da obesidade em crianças e adolescentes carentes), também concorda: "quem está de bem com a vida tem menos chances de desenvolver qualquer tipo de distúrbio e doença, não só a hipertensão, como gastrite, hipercolesterolemia (excesso de colesterol) e até câncer".
O cardiologista e nutrólogo Daniel Magnoni, do Hospital do Coração (HCor), de São Paulo, acredita que as pessoas otimistas são menos estressadas e agem de maneira equilibrada frente às pressões profissionais, desilusões e perdas. "A pressão alta está relacionada a uma série de fatores
hormonais, que são alterados quando há variações de ordem emocional", ressalta Paulo Olzon Monteiro da Silva, chefe da Disciplina de Clínica Médica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A tensão diária libera, por exemplo, catecolaminas em excesso na corrente sangüínea. Estes hormônios provocam o fechamento de algumas artérias, favorecendo a hipertensão. O estresse também pode elevar a pressão arterial em pacientes saudáveis e dificultar o controle em pacientes já medicados. Por isso, Paulo Olzon acredita que o controle da pressão arterial, portanto, não está definitivamente nos remédios, mas dentro das próprias pessoas.
"Sem dúvida, o estilo de vida acende a carga genética passada aos filhos de hipertensos, por isso é importante que se busque hábitos mais saudáveis", recomenda o cardiologista Antonio Carlos Ruffolo, especialista em Cardiologia pela Faculdade de Medicina da USP (Incor).
mais os especialistas estão recomendando métodos de tratamento complementares às tradicionais dicas e orientações médicas de prevenção e controle da hipertensão. Confira, a seguir, alguns deles:
Controlando as emoções
Quando os problemas emocionais estiverem influenciando a pressão arterial, bus que o auxílio de um psicólogo. "A terapia cognitivo-comportamental, em especial, ajuda a lidar com o estresse e situações difíceis do dia-adia que podem fazer a pressão subir", garante a psicóloga clínica Daniela Levy, de São Paulo.
Com a terapia, a pessoa se torna mais direta e objetiva, aprende a respeitar os próprios limites, a dedicarse a si mesmo e, portanto, a valorizar momentos de lazer. "Ela ficará menos exigente com ela mesma, mais assertiva e aprenderá a não viver de acordo com a expectativa dos outros - que são traços muito comuns nos hipertensos", completa a psicóloga Silvia Cury Ismael, do HCor.
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