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TESTE para maiores Todo mundo, alguma vez na vida, teve lapsos de memória. Se isso também acontece com você, responda o questionário e descubra se esses esquecimentos são mesmo pura distração...
POR LILIAN HIRATA ILUSTRAÇÃO BUSSADORI
Você já passou dos 50 anos e tem andado meio distraído e esquecido? Saiba que a idade não é desculpa para as falhas de memória. Especialistas garantem que é possível manter o cérebro saudável em qualquer fase da vida. O teste a seguir foi preparado para os leitores mais maduros de Viva Saúde pela neuropsicóloga Camila Prade, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Ele irá avaliar a sua capacidade de memorização e dizer até que ponto os seus esquecimentos ocorrem por falta de exercício mental ou se podem estar relacionados a algum problema mais sério.
Com papel e lápis na mão, escolha o número (de 1 a 9) que mais se aproxima da freqüência com que você passa pelas situações escritas em cada item. Depois é só somar tudo e ver o resultado. Preparado?

RESULTADOS
ATÉ 30 PONTOS
Sua memória deve ser de elefante. Você não esquece praticamente nada. Se não cumpre seus horários, é por pura falta de pontualidade. Mas aí já é outra história... É bom que você saiba que uma alimentação saudável contribui tanto para a saúde do físico quanto da mente. A prática regular de exercícios, por exemplo, afasta o risco de doenças e eventos cérebro-vasculares, que podem levar a alterações da memória. E uma dica é escolher uma modalidade que lhe dê prazer, além de benefícios para seu corpo. No mais, continue exercitando seu cérebro com atividades como leitura, jogos, etc.
DE 31 A 40 PONTOS
Você não chega a ter uma memória afiada, mas isso também não prejudica a realização de suas atividades diárias. Mas que tal dar um incentivo a mais ao seu cérebro? Estimular a atividade mental continuamente colabora para um envelhecimento saudável, melhora a atenção, a velocidade e a fl exibilidade da mente. Adquirir um hobby, como a jardinagem, é um ótimo jeito de exercitá-lo. Ler livros também ajuda. Você mantém sua mente ativa, se envolve em histórias interessantes e ainda garante momentos agradáveis de lazer. Outras ocupações são de grande importância, como participar de cursos, palestras, atividades artísticas (música, teatro, pintura) e musicais. Brincar com jogos de tabuleiro, quebra-cabeças e até palavras cruzadas. Só não se esqueça que algumas medicações afetam o funcionamento de funções cerebrais, como a concentração e, conseqüentemente, a memória. Por isso, a automedicação não é (e nunca foi) um bom negócio. Se perceber que após começar a tomar um remédio houver alterações em suas capacidades mentais, converse com seu médico.
DE 41 A 57 PONTOS
Esses esquecimentos têm atrapalhado a sua rotina, inclusive até seus familiares já perceberam esses "lapsos" de memória. Muitas vezes o estresse, o uso de medicamentos com efeitos colaterais nas funções cerebrais, a falta ou má qualidade do sono e os transtornos de humor, como depressão e ansiedade, interferem diretamente na capacidade mental. Nos dias de hoje, nossa tendência é desempenhar múltiplas funções e lidar com um número excessivo de informações. Faça as contas: quantos nomes, recados, números de telefones, senhas, etc, você precisa lembrar todos os dias? Temos que estar disponíveis e prontos para aprender coisas novas a todo o momento. Essa sobrecarga divide nossa atenção e diminui a capacidade de registrar informações, ou seja, de memorizá-las. Para minimizar esses esquecimentos, procure fazer anotações em sua agenda e faça intervalos freqüentes entre suas atividades, inclusive no trabalho. Mas, outras vezes, isso pode significar problemas de saúde que merecem ser analisados por um médico.
MAIS DE 58 PONTOS
Provavelmente você já percebeu que os "lapsos" têm sido freqüentes e que a sua memória já não está mais funcionando a pleno vapor. Inclusive, isso tem sido motivo de bastante preocupação (e transtornos diários), mas, talvez, por vergonha ou medo, você ainda não tenha buscado ajuda. Pois fique sabendo que nem sempre a falta de memória está relacionada a um problema grave de saúde. Há uma série de situações estressantes que fazem com que as pessoas fiquem desatentas e esquecidas a ponto de não se lembrarem de compromissos superimportantes. No entanto, só uma consulta ao médico poderá lhe orientar quanto à melhor maneira de resolver esse problema que, com certeza, tem comprometido a sua qualidade de vida.
FONTE: CAMILA PRADE, NEUROPSICÓLOGA DO HOSPITAL ALBERT EINSTEIN, EM SÃO PAULO. TESTE ADAPTADO DE EVERYDAY MEMORY QUESTIONNAIRE, DO LIVRO HUMAN MEMORY, THEORY AND PRATICE, DE ALAN BADDELEY
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