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FAÇA A SUA PARTE
A reportagem de capa desta edição trata de um tema delicado: o câncer. Embora, hoje, o diagnóstico da doença não signifique uma sentença certa de morte e as armas para combater os tumores estejam cada vez mais eficazes e menos agressivas (é só conferir as novidades na matéria), essa palavrinha de seis letras, quando pronunciada pelo médico, vem carregada por um turbilhão de emoções negativas. Tristeza, medo e... culpa. Sim, ainda há quem acredite que o simples fato de 'engolir sapos' e acumular mágoas ao longo dos anos pode desencadear o problema - algo que os especialistas discordam totalmente. Quando o assunto é câncer, ainda há a sensação no ar de um 'presente de grego', uma maldição e, para alguns, até de um castigo. Nada disso. Essa que pode ser tornar a principal causa de mortes daqui a alguns anos - superando as doenças cardiovasculares - precisa ser enfrentada, sem medo. Isso significa falar bastante sobre o assunto, discutir os seus riscos com o médico, ficar atento aos métodos de prevenção. Não apenas porque hoje disponibilizamos de ferramentas para encurralar o câncer, mas, principalmente, porque boa parte dos tumores (1/3 deles) pode ser prevenida, com simples mudanças de hábitos - e aí entraria sim uma parcela da nossa culpa pelo diagnóstico. Se uma pessoa deixa de fumar, por exemplo, ela reduz significativamente suas chances de desenvolver câncer de pulmão, bexiga, esôfago, pâncreas, cabeça e pescoço: 35% desses tumores não existiriam se o cigarro fosse deixado de lado. E as provas de que a maneira como levamos a nossa vida interfere diretamente em nossa saúde não param por aí.
Na reportagem Beba com Moderação, desta edição, mostramos que 75% dos jovens brasileiros bebem regularmente e, por isso, estão mais expostos a comportamentos de risco e a acidentes fatais no trânsito. Já na matéria De Volta às Aulas, os idosos que retornam aos estudos turbinam o cérebro, melhoram a auto-estima e têm a saúde revigorada. Não acredita? Então, repare nas pessoas bem-humoradas, que levam a vida leve e que fazem questão de se alimentar bem, abandonar os vícios e se exercitar... Todo este alto-astral e amor-próprio não combinam com doenças e mal-estar, não é mesmo? Pense nisso, aproveite as dicas dessa quinzena e até a próxima!
DANIELA TALAMONI, editora
yaraachoa@simbolo.com.br
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" É SAUDÁVEL RIR DAS COISAS MAIS SINISTRAS DA VIDA, INCLUSIVE DA MORTE. O RISO É UM TÔNICO, UM ALÍVIO, UMA PAUSA QUE PERMITE ATENUAR A DOR "
CHARLES 'CHARLIE' SPENCER CHAPLIN (1889-1977), ATOR, DIRETOR, CRIADOR DO PERSONAGEM CARLITOS |
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| Ir ao cinema sem dúvida é uma forma de relaxar. Mas há quem garanta que a poltrona, a pipoca e todo o clima que envolvem a exibição dos filmes funcionem mesmo como um divã. No livro Cinematerapia para a Alma (Ed. Versus), as autoras, cinéfilas assumidas, garantem que os longa-metragens são verdadeiros remédios: animam, acalmam, inspiram encorajam, fazem pensar, emocionam... Por isso, a obra é um guia de filmes para certos momentos da nossa vida: há dicas sobre o que assistir quando se quer superar uma dificuldade, encontrar a alma gêmea, cair na real, driblar a ansiedade... e muito mais. |
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