
Respeitável público, quem gostaria de subir no picadeiro para brincar com os malabares, dar uma cambalhota, virar uma estrela ou pular na cama elástica? Se o apresentador de um espetáculo circense fizesse esta pergunta na hora de anunciar o show, certamente iria precisar conter o entusiasmo da platéia todas as noites. Afinal, debaixo da imensa lona, o mundo ganha um colorido novo, as pessoas voltam a ser crianças. O circo é mágico, ele mexe com o nosso imaginário. E, apesar de ser a arte de espetáculos e entretenimento mais antiga do mundo, continua em alta e, o que é melhor, servindo de escola para muita gente.
A diferença é que, atualmente, o ensino de acrobacias, saltos, trapézio e malabarismos, por exemplo, já não é direcionado apenas à formação de artistas circenses. Aproveitando todo esse ambiente alegre e descontraído e os acessórios que permitem exercitar todo o corpo, as pessoas têm escolhido o picadeiro também para malhar e se divertir. De carona nesta nova tendência, é a garotada que acaba ganhando lugar na primeira fileira.
Uma pirueta, duas piruetas...
Em espaços como a Academia de Circo e o Galpão do Circo, ambos em São Paulo, meninos e meninas, com idades a partir de cinco anos, podem participar de aulas circenses, sempre supervisionados por um instrutor.
Alunos de idades variadas chegam aos poucos, não há hora marcada para o início das aulas, cada criança decide o momento que melhor lhe convém. "Temos professores à disposição para o acompanhamento das atividades das 9 às 20 horas e, alguns dias da semana, até às 21 horas. É só chegar e praticar", explica Rose Daignese, coordenadora de Marketing da Academia de Circo.
Esta é uma grande novidade para os pais que vivem com a agenda apertada. "A flexibilidade de horários é um fator que considerei quando optei pelo curso para as minhas filhas", lembra a produtora de eventos Patrícia Torresan.
Patrícia é mãe de Ana Catarina e Maria Fernanda Torresan de Mello, de seis e cinco anos, respectivamente. Há seis meses, as meninas freqüentam as aulas na Academia de Circo. "Elas adoram o ambiente, pulam, brincam, se exercitam. Percebi que ganharam confiança para enfrentar pequenos desafios do dia-a-dia, sem falar que não vêem a hora de chegar aqui", conta a mãe.
Sua filha Ana Catarina nasceu prematura, aos cinco meses e meio de gestação. Por conta disso, teve algumas complicações e começou a andar somente aos quatro anos de idade. Embora hoje caminhe sozinha, mas com dificuldade, o que já é uma grande evolução e demonstração de superação, ela faz sessões diárias de fisioterapia.
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