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Edição 40 - Fevereiro/2007
 
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  A gente gosta de brincar de circo...
Dar cambalhotas, fazer palhaçadas, subir no trapézio, se equilibrar na corda bamba... As crianças invadiram o picadeiro, e os pais estão aplaudindo o show. Com as atividades circenses, a garotada reduz a ansiedade, exercita o corpo e aprende lições de vida

POR DENISE CAMARGO
FOTOS MANOEL MARQUES

Respeitável público, quem gostaria de subir no picadeiro para brincar com os malabares, dar uma cambalhota, virar uma estrela ou pular na cama elástica? Se o apresentador de um espetáculo circense fizesse esta pergunta na hora de anunciar o show, certamente iria precisar conter o entusiasmo da platéia todas as noites. Afinal, debaixo da imensa lona, o mundo ganha um colorido novo, as pessoas voltam a ser crianças. O circo é mágico, ele mexe com o nosso imaginário. E, apesar de ser a arte de espetáculos e entretenimento mais antiga do mundo, continua em alta e, o que é melhor, servindo de escola para muita gente.

A diferença é que, atualmente, o ensino de acrobacias, saltos, trapézio e malabarismos, por exemplo, já não é direcionado apenas à formação de artistas circenses. Aproveitando todo esse ambiente alegre e descontraído e os acessórios que permitem exercitar todo o corpo, as pessoas têm escolhido o picadeiro também para malhar e se divertir. De carona nesta nova tendência, é a garotada que acaba ganhando lugar na primeira fileira.

Uma pirueta, duas piruetas...

Em espaços como a Academia de Circo e o Galpão do Circo, ambos em São Paulo, meninos e meninas, com idades a partir de cinco anos, podem participar de aulas circenses, sempre supervisionados por um instrutor.

Alunos de idades variadas chegam aos poucos, não há hora marcada para o início das aulas, cada criança decide o momento que melhor lhe convém. "Temos professores à disposição para o acompanhamento das atividades das 9 às 20 horas e, alguns dias da semana, até às 21 horas. É só chegar e praticar", explica Rose Daignese, coordenadora de Marketing da Academia de Circo.

Esta é uma grande novidade para os pais que vivem com a agenda apertada. "A flexibilidade de horários é um fator que considerei quando optei pelo curso para as minhas filhas", lembra a produtora de eventos Patrícia Torresan.

Patrícia é mãe de Ana Catarina e Maria Fernanda Torresan de Mello, de seis e cinco anos, respectivamente. Há seis meses, as meninas freqüentam as aulas na Academia de Circo. "Elas adoram o ambiente, pulam, brincam, se exercitam. Percebi que ganharam confiança para enfrentar pequenos desafios do dia-a-dia, sem falar que não vêem a hora de chegar aqui", conta a mãe.

Sua filha Ana Catarina nasceu prematura, aos cinco meses e meio de gestação. Por conta disso, teve algumas complicações e começou a andar somente aos quatro anos de idade. Embora hoje caminhe sozinha, mas com dificuldade, o que já é uma grande evolução e demonstração de superação, ela faz sessões diárias de fisioterapia.

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