
Por motivos estéticos, de saúde, ou por ambos, hoje é difícil encontrar alguém que não se preocupe com a alimentação, seja escolhendo melhor os alimentos, preparando a própria refeição, tomando suplementos vitamínicos ou simplesmente buscando se informar ao máximo a respeito do assunto. Afi nal, o hábito de se alimentar bem, mais do que uma necessidade fi siológica, como beber água e dormir, está diretamente rela cionado à prevenção de doenças e à manutenção da nossa saúde.
Acontece que, tão abundante quanto a variedade de alimentos e produtos saudáveis disponíveis nas prateleiras dos supermercados, tem sido a quantidade de dados e informações sobre os bons e os maus hábitos alimentares despejada pela internet, TV, revistas e pela literatura científi ca. Resultado: mais do que esclarecimentos, as enxurradas de novidades, dicas e orientações favoreceram o surgimento dos mais diversos equívocos, difi cultando a decisão do que colocar ou não no prato na hora da refeição. Viva Saúde consultou especialistas para esclarecer de vez as dúvidas mais comuns nos consultórios de nutricionistas e endocrinologistas. Confi ra.
EXISTEM ALIMENTOS AFRODISÍACOS?
Não. Um estudo recente realizado pela rede de televisão britânica BBC sobre mitos da alimentação (veja box) constatou que não há elementos nos alimentos que infl uenciem o apetite sexual. Os ricos em vitamina E, selênio e zinco - como amendoim, nozes e ostras - têm ação antioxidante e infl uenciam algumas reações no organismo, inclusive o desenvolvimento sexual. Especiarias como a pimenta e o curry e estimulantes como o guaraná aumentam a pressão arterial, fazendo o sangue circular mais rápido, deixando uma sensação de calor que pode ser confundida com aumento do desejo sexual. No entanto, cientifi camente, não se pode atribuir uma função afrodisíaca a esses componentes. O desempenho sexual não depende desses alimentos. Além disso, se consumidos em excesso, podem causar problemas gastrintestinais, como diarréias e má digestão.
UMA DIETA FUNCIONA DA MESMA MANEIRA PARA PESSOAS DIFERENTES?
Não. O metabolismo varia de pessoa para pessoa, assim como a resposta do organismo ao regime. De acordo com Silvia Cozzolino, professora da Universidade de São Paulo (USP) e presidente da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN), "cada indivíduo processa os alimentos de forma diferente. Existe interação entre o que se ingere, a quantidade de nutrientes de um alimento e o organismo da pessoa". Ou seja, o sucesso de uma dieta depende não apenas da força de vontade, mas também de características pessoais como idade, fase da vida, estado geral de saúde e reações alérgicas a determinados alimentos. Além disso, a própria seleção de alimentos também infl uencia: o ideal é que a dieta proporcione os nutrientes que o organismo necessita em quantidades adequadas, de acordo com sexo, fase da vida e prática de atividades físicas.
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