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Edição 40 - Fevereiro/2007
 
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  Verão, calor e... suor
Transpirar é normal e faz bem - manda para bem longe do nosso corpo substâncias tóxicas e umidifica a pele. Mas, quando ocorre transpiração em excesso, pode ser a gota que faltava para um vexame público. Saiba como conter este problemão

POR FRANÇOISE TERZIAN

FOTOS: SÍMBOLO IMAGENS

Dia quente, muito sol. Tempo para pensar em praia, sorvete e... suor. Isso mesmo: suar, todo mundo sua, ainda mais no calor. Mas, quando a transpiração é exagerada, ela pode se transformar em um problema - dos mais incômodos. Em alguns casos, aliás, ela é sinal de doença, a hiperidrose, que costuma surgir ainda na infância ou na adolescência e atinge entre 0,6% e 1% da população brasileira. Ela não tem predileção por sexo nem raça e se manifesta em várias partes do corpo, principalmente axilas, mãos, pés, rosto, costas e até virilha. Pode ser generalizada (em todo o corpo), localizada (em alguma parte do corpo), simétrica (atinge os dois lados do corpo) ou assimétrica (acomete só um lado).

Normalmente, nós transpiramos para regular a temperatura corporal, por meio das glândulas sudoríparas écrinas, localizadas em toda superfície do corpo e que têm a função de produzir o suor, composto por água e sais minerais. Ou seja, suar faz parte de um mecanismo utilizado pelo ser humano para lidar com a exposição a temperaturas elevadas - e isso não ocorre só nos dias de calor, mas também em estados febris, durante a prática de atividades físicas e até mesmo em momentos de forte ansiedade

No caso da hiperidrose, embora a causa ainda seja desconhecida, a dermatologista Renata Domingues, coordenadora do serviço de dermatologia da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, acredita que ela esteja relacionada à hiperatividade das glândulas sudoríparas écrinas. Estudos também mostram que o mecanismo que desencadeia a produção excessiva de suor pode estar associado ao mau funcionamento do sistema nervoso simpático, que regula as funções involuntárias do corpo.

PÉS E MÃOS DENUNCIAM
  FOTOS: SÍMBOLO IMAGENSPessoas com as mãos molhadas de tanto suar e pés encharcados são cenas comuns. O problema se chama hiperidrose palmoplantar. A médica Keila Azevedo diz que essas áreas suam devido ao mecanismo termorregulador das glândulas sudoríparas, que se distribuem por toda a pele, sendo mais encontradas nas palmas das mãos, plantas dos pés e axilas. Quando afeta as mãos, a hiperidrose se transforma em um problema social. "Essa transpiração excessiva pode ser exacerbada pelo estresse, razões emocionais ou exercícios físicos, mas, em geral, ocorre sem causa aparente", explica a dermatologista Renata Domingues. Portanto, se você sofre deste mal e fica com as mãos úmidas em determinadas ocasiões, saiba que ficar nervoso pode estimular a produção de mais suor ainda.
   

IGUALDADE ENTRE OS SEXOS

FOTOS: SÍMBOLO IMAGENSApesar de todo mundo achar que os homens transpiram mais do que as mulheres, a verdade é que a hiperidrose não escolhe vítimas. Ela atinge ambos os sexos. O que determina o volume de suor expelido é o histórico genético de cada pessoa, o metabolismo basal (atividade metabólica necessária à manutenção da vida) e a incidência de patologias que levam à hiperidrose. De acordo com a dermatologista Renata Domingues, quem mais apresenta tendência a desenvolver o problema são pessoas com histórico familiar da doença e os ansiosos: "como as mulheres são mais ansiosas, elas costumam ser as vítimas mais freqüentes."


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