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Edição 4 - Agosto/2004
 
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  Herpes: na boca do povo
Estima-se que 80% das pessoas contraem este vírus ao longo da vida. Mas apenas 20% delas irão apresentar lesões nos lábios. Entenda por quê

por Daniela Talamoni

Fotos: Símbolo Imagens e divulgação.
Pomadas específicas ajudam no tratamento.
1. O que é herpes?
Difícil não associar o nome àquelas pequenas bolhas, cheias de líquido, que aparecem nos lábios de algumas pessoas. Mas há pelo menos oito tipos de vírus com a mesma denominação que provocam inúmeros outros problemas. O mais comum é o vírus herpes simples (HSV), capaz de provocar lesões nas mucosas - especialmente boca - e nos órgãos sexuais.

2. Qual a diferença entre o herpes labial e o genital?
Nos dois casos as lesões têm a mesma aparência, doem e, quando surgem, duram de sete a dez dias. Mas são provocadas por variações do vírus herpes simples (HSV).

O tipo 1, quando entra em contato com o corpo, se instala em nervos localizados sobre o diafragma (músculo que fica entre o tórax e o abdômen) e detona o aparecimento de pequenas bolhas em áreas de mucosas acima da cintura, como boca, nariz e canto dos olhos.

Já o tipo 2 se fixa abaixo do diafragma e costuma atingir a região genital - da vulva ao colo do útero (nas mulheres), e uretra e pênis (nos homens). Embora não seja muito comum, um indivíduo pode ter ao mesmo tempo herpes labial e genital.

3. O HSV é contagioso?
Sim, mas o vírus simples só contamina outra pessoa se houver contato físico direto, especialmente por meio do beijo ou durante o sexo sem proteção. Eventualmente, o herpes labial e o genital podem ser transmitidos pela troca de copos, talheres e peças íntimas.

O risco de contaminação é maior na presença de lesões, mas não é raro ocorrer contágio também nos intervalos das crises. Isso porque, embora não esteja sempre ativo, o HSV continua no organismo, presente nas salivas ou secreções da região genital.

4. É possível ter o vírus e não manifestar a doença?
Sim. Entre um casal, muitas vezes apenas um dos parceiros sofre com as feridinhas na boca. Como é impossível proteger os lábios, o companheiro saudável provavelmente possui o vírus e, por sua vez, pode transmiti-lo a outras pessoas - mesmo que nunca tenha uma lesão sequer durante a vida.

No caso do herpes genital, dá para evitar o contágio por meio do uso da camisinha durante a relação sexual. Mas não é um método 100% seguro, pois o vírus pode instalar-se em áreas que o preservativo não cobre.

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