Herpes: na boca do povo Estima-se que 80% das pessoas contraem este vírus ao longo da vida. Mas apenas 20% delas irão apresentar lesões nos lábios. Entenda por quê
por Daniela Talamoni
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| Pomadas específicas ajudam no tratamento. |
1. O que é herpes?
Difícil não associar o nome àquelas pequenas bolhas, cheias de líquido,
que aparecem nos lábios de algumas pessoas. Mas há pelo menos oito tipos
de vírus com a mesma denominação que provocam inúmeros outros problemas.
O mais comum é o vírus herpes simples (HSV), capaz de provocar lesões
nas mucosas - especialmente boca - e nos órgãos sexuais.
2. Qual a diferença entre o herpes labial e o genital?
Nos dois casos as lesões têm a mesma aparência, doem e, quando surgem,
duram de sete a dez dias. Mas são provocadas por variações do vírus herpes
simples (HSV).
O tipo 1, quando entra em contato com o corpo, se instala em nervos localizados
sobre o diafragma (músculo que fica entre o tórax e o abdômen) e detona
o aparecimento de pequenas bolhas em áreas de mucosas acima da cintura,
como boca, nariz e canto dos olhos.
Já o tipo 2 se fixa abaixo do diafragma e costuma atingir a região genital
- da vulva ao colo do útero (nas mulheres), e uretra e pênis (nos homens).
Embora não seja muito comum, um indivíduo pode ter ao mesmo tempo herpes
labial e genital.
3. O HSV é contagioso?
Sim, mas o vírus simples só contamina outra pessoa se houver contato físico
direto, especialmente por meio do beijo ou durante o sexo sem proteção.
Eventualmente, o herpes labial e o genital podem ser transmitidos pela
troca de copos, talheres e peças íntimas.
O risco de contaminação é maior na presença de lesões, mas não é raro
ocorrer contágio também nos intervalos das crises. Isso porque, embora
não esteja sempre ativo, o HSV continua no organismo, presente nas salivas
ou secreções da região genital.
4. É possível ter o vírus e não manifestar a doença?
Sim. Entre um casal, muitas vezes apenas um dos parceiros sofre com as
feridinhas na boca. Como é impossível proteger os lábios, o companheiro
saudável provavelmente possui o vírus e, por sua vez, pode transmiti-lo
a outras pessoas - mesmo que nunca tenha uma lesão sequer durante a vida.
No caso do herpes genital, dá para evitar o contágio por meio do uso
da camisinha durante a relação sexual. Mas não é um método 100% seguro,
pois o vírus pode instalar-se em áreas que o preservativo não cobre.
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