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Edição 39 - Janeiro/2007
 
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  Cardápio sob medida
Quem luta contra o acúmulo de ácido úrico no sangue deve ter cuidado redobrado na hora da alimentação. Do contrário, aumentam os riscos de crises de gota, pedras nos rins e, segundo pesquisa recente, de ateroesclerose e até infarto

POR CAROLINA SALLES

Macarrão: alimento liberado para quem tem excesso de ácido úrico no sangue

Ter ácido úrico nas veias é normal — ele é um produto do nosso metabolismo, gerado a partir da quebra das moléculas de proteína dos alimentos que ingerimos. Ele passa para o sangue e parte dele deve ser eliminado pelos rins e intestinos. Mas algumas pes soas têm dificuldade em eliminá-lo ou o produzem em excesso. O diagnóstico de hiperuricemia é feito por meio de exames que analisam a quantidade de ácido úrico no sangue.

A gota, um dos problemas mais comuns do excesso desse ácido, é uma doença hereditária que atinge muito mais homens do que mulheres — a proporção é de 8 para 1. “O ácido úrico se deposita nos tecidos das articulações e pode destruí-los”, explica o nutrólogo Valter Makoto (SP). Nem todos os que têm altas taxas de ácido úrico terão problemas. Mas quem tem predisposição genética para as crises de gota deve ficar atento: os primeiros sintomas incluem dores nas articulações, principalmente no dedão do pé, inchaço e vermelhidão na região. A dor pode se espalhar para as articulações dos joe lhos, cotovelos, mãos e ombros. “O excesso de ácido úrico também causa tofos, pequenos caroços na pele. E, quando seus cristais se depositam nos rins, formam os cálculos renais, a famosa pedra nos rins”, alerta Nelson Iucif Jr., médico e diretor do departamento de Nutrologia Geriátrica da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

E o pior: Pesquisa recente, realizada pelo Instituto do Coração do Hospital das Clínicas (Incor), conclui que o ácido úrico sozinho é capaz de aumentar em 3,5 vezes os riscos de um adulto apresentar calcificação nas artérias do coração — o que significa um potencial 10 a 12 vezes maior de ocorrer um infarto e morte súbita.

Não há cura para este mal, mas é possível controlar os níveis de ácido úrico no sangue. Em casos mais graves, há medicamento específico, usado fora das crises. Para a maioria das pessoas que tem hiperuricemia, a recomendação é evitar os fatores agravantes, como exercícios em excesso, uso de diuréticos e antiinflamatórios e dietas ricas em purinas — substâncias de alguns alimentos que fazem parte das proteínas e que ajudam a aumentar a concentração de ácido úrico. E quem tem gota deve evitar bebidas alcoólicas. “Elas ajudam o ácido úrico a formar um cristal e a entrar na articulação”, explica Nelson Iucif.

A seguir, confira quais alimentos são permitidos, quais são proibidos e um cardápio de sete dias para se manter longe das crises.

NO CARRINHO DO SUPERMERCADO
Veja a lista ideal de compras de quem está com o ácido úrico elevado:

PRODUTOS PROIBIDOS
Carnes: bacon, vitela, cabrito, carneiro, miúdos (fígado, coração, rim, língua). Peixes e frutos do mar: salmão, sardinha, truta, bacalhau, ovas de peixe, marisco, ostra, camarão. Aves: peru e ganso. Bebidas alcoólicas.

PERMITIDOS COM MODERAÇÃO
Carnes: vaca e frango. Peixes e frutos do mar: lagosta, caranguejo. Leguminosas: feijão, grão-de-bico, ervilha, lentilha, aspargos, cogumelos, couve-flor, espinafre.

 

LIBERADOS
Leite, chá, café, chocolate, queijo amarelo magro, ovo cozido, cereais como pão, macarrão, fubá, arroz branco, milho, mandioca, sagu, vegetais (couve, repolho, alface, acelga e agrião), doces e frutas.


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