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Edição 39 - Janeiro/2007
 
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  Xiiiiiiiiii . . . . . . fiz xixi de novo!
Molhar o lençol é um problemão antigo que incomoda 15% das crianças. Mas os tratamentos evoluíram e hoje já existe até um acessório que acorda a criança no meio da noite - e é eficaz em 80% dos casos

POR PATRICIA BOCCIA

FOTOS: SÍMBOLO IMAGENS E DIVULGAÇÃO

Crianças com idades entre cinco e nove anos que ainda fazem xixi na cama ou acordam freqüentemente para ir ao banheiro podem sofrer de enurese noturna. As estatísticas indicam que 15% da garotada nessa faixa etária convive com esse drama noturno, capaz de mexer bastante com a auto-estima.

Segundo Maurício Hachul, professor de Urologia da Uni versidade Federal de São Paulo (Unifesp) e diretor da Clínica Uromedical, nessa fase da vida o baixinho já deveria controlar a eliminação da urina durante a noite inteira, mas não consegue por várias razões. “Uma das recentes descobertas na área é a constatação de que essa disfunção tem forte componente genético”, explica Hachul. “Pesquisas recentes realizadas no exterior demonstraram que, se um dos pais apresentou o problema na infância, a chance dessa criança desenvolver enurese é de 45%. O percentual sobe para 75% quando o distúrbio for comum ao casal”, completa Laér cio Pachelli, urologista no Hospital Albert Einstein, de São Paulo, e autor do livro Xixi na Cama Nunca Mais (à venda em livrarias e no site www.enurese. com.br, por R$ 23).

Outra novidade, agora na área de tratamento, é o alarme urinário, engenhoca capaz de avisar o momento exato em que o baixinho está no limite para molhar o lençol. O sistema é reconhecido há anos na Europa e nos Estados Unidos como uma forma eficaz de barrar o xixi na cama. Por aqui, ele foi batizado recentemente de Pipi-Stop pela Nucletec Brasil, empresa nacional, dirigida pelo designer Jorge Fischer e pelo engenheiro Willy Artnak.

O Pipi-Stop não tem nenhum contato direto com o corpo da criança. “A segurança do produto para o uso infantil foi a nossa prioridade durante o desenvolvimento do projeto: todas as bordas são arredondadas, a placa que entra em contato com o xixi não machuca a criança e o acesso às baterias é restrito por dois parafusos. O sensor do Pipi-Stop é resistente ao ataque da urina, garantindo longa durabilidade”, explica o engenheiro Willy Artnak. Ou seja, o aparelho pode ser passado de irmãozinho para irmãozinho, e isso faz o preço, R$ 229,90, tornar-se menos salgado.

Lençóis secos em três meses
De acordo com o médico Maurício Hachul, pesquisas mundiais atestam que o sistema de alarme é realmente eficaz em 70% a 80% dos casos.

“Para haver sucesso no tratamento, não basta que a criança se disponha a utilizar o aparelho pelo tempo indicado. É necessário que os pais ou outros familiares também estejam dispostos a colaborar”, diz Hachul. “Isso se deve ao fato de que muitas vezes a enurese ocorre na fase de sono profundo e a criança não acorda. Então, é fundamental que alguém a desperte e a leve ao banheiro nas primeiras vezes”, completa o especialista.

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