1. DAREI MAIS ATENÇÃO À MINHA SAÚDE
Saiba que é preciso ir pelo menos uma vez por ano fazer um check-up sangüíneo (dosagem de colesterol, triglicérides, glicemia e outros indicadores clínicos). Mulheres devem lembrar da visita anual ao ginecologista para realização do preventivo do câncer de colo do útero (Papanicolau) e da mamografia (aquelas com mais de 40 anos). Homens a partir dos 40 devem ir ao urologista para o toque retal preventivo do câncer de próstata e realizar o PSA, exame sangüíneo que rastreia células neoplásicas. “Dar atenção à
saúde física e também às questões que envolvem emoção e afeto são importantes para prevenir o surgimento de doenças psicossomáticas (quando as emoções e os pensamentos resultam em alguma moléstia física) e/ou somato-psíquicas (patologias que levam a sintomas emocionais e pensamentos negativos)”, alerta a psicóloga clínica Júnia Ferreira, especialista em Medicina Comportamental pela Unifesp. E, finalmente, não adiar coisas que precisam ser feitas.
Se precisa ir ao médico, marque consulta o mais rápido possível para poder prevenir doenças e/ou complicações.
2. QUERO PARAR DE FUMAR
É preciso, para começo de conversa, que o fumante deseje mesmo parar. O passo seguinte é marcar uma data para que isso comece a se concretizar. “Ter um dia definido, em geral, faz com que a pessoa assuma um compromisso maior. E, de preferência, que essa data seja próxima à decisão”, sugere o pneumologista Sérgio Ricardo Santos, coordenador do Ambulatório de Apoio à Prevenção e Cessação do Tabagismo (PrevFumo), vinculado à Unifesp.
É recomendável reduzir o consumo gradativamente, primeiro aumentando o intervalo entre um cigarro e outro e depois cortando o número de cigarros por dia. Assim, o indivíduo reduz progressivamente até o período previsto para parar de vez. O processo de ‘divórcio’ precisa envolver também cinzeiros, isqueiros e maços, que devem ser descartados no dia agendado.
Segundo Sérgio Ricardo, a separação física vem antes da emocional. “A partir da hora que você deixou o cigarro, adote recursos que diminuam o desejo de fumar. Beba líquidos, de preferência água, em pequenas quantidades, muitas vezes ao dia, para ocupar a boca e aliviar a vontade. Outra dica é iniciar uma atividade física leve, como caminhada — 15 a 30 minutos resultam na produção de substâncias que mandam embora a ansiedade. Passar a cuidar melhor da alimentação também é importante, para não ter o ganho de peso que costuma desestimular quem quer abandonar o vício. Finalmente, toda vez que passar por uma situação de estresse, tente sair do ambiente. “Faça uma caminhada breve, converse com alguém”, aconselha o especialista.
3. VOU PERDER PESO
Considere objetivos compatíveis com sua estrutura física. Ou seja, de nada adianta colocar metas irreais ou prejudiciais à saúde.
O emagrecimento não deve causar desânimo, indisposição ou depressão. O melhor meio de alcançá-lo é por meio da modificação de hábitos alimentares, reduzindo quantidades e nunca suprimindo este ou aquele alimento. No momento que o organismo ‘percebe’ a dieta, o metabolismo é reduzido e o gasto calórico torna-se mais difícil. Não se prive totalmente de um alimento, principalmente aquele de que você gosta muito. Diminua aos poucos a compulsão, tente identificar o que é fome (orgânica, o corpo precisa de alimento) e o que é apetite (quando estamos com vontade de algo, mais de origem psicológica, uma gula). “É interessante consultar um médico antes de iniciar uma dieta com a finalidade de perder peso”, recomenda o endocrinologista Antonio Chacra, professor titular da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Por outro lado, não se pode perder peso sem maior gasto calórico. Ache uma atividade física que lhe dê prazer, chame um amigo para se sentir mais motivado. “Se não gostar das academias, procure caminhar cerca de quatro vezes por semana, em um ritmo que você consiga conversar e andar ao mesmo tempo, sem ficar muito ofegante”, orienta Priscilla Arruda Camargo, pós-graduada em Exercício na Saúde e na Doença pela Faculdade de Medicina da USP.
4. PRECISO DE MAIS TEMPO PARA FICAR COM A FAMÍLIA, OS AMIGOS...
Quando faz essa proposta a pessoa terá que rever o que faz, especialmente no trabalho. “Muitas vezes o tempo excedente dedicado às obrigações profissionais sugere um comportamento perfeccionista”, aponta a psiquiatra Alexandrina Meleiro.
Quando faz essa proposta a pessoa terá que rever o que faz, especialmente no trabalho. “Muitas vezes o tempo excedente dedicado às obrigações profissionais sugere um comportamento perfeccionista”, aponta a psiquiatra Alexandrina Meleiro.
É preciso, então, dar um tempo para que o corpo se refaça para que o trabalho flua bem nos dias seguintes”, diz Alexandrina Meleiro.
“Mesmo no ambiente corporativo não é possível levar tudo muito a sério todo o tempo, até porque a importância da vida pessoal para o equilíbrio profissional já foi demonstrada”, diz o médico Bento de Toledo Rodovalho, especialista em gestão de saúde em empresas.
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