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Edição 35 - Novembro/2006
 
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  26 Verdades sobre o câncer de mama
Suas chances de cura chegam quase a 100%, mas nem todo caroço no seio é sinal da doença. Aprenda a reconhecer os sintomas e a evitar que esse mal prejudique sua saúde

POR LILIAN HIRATA

FOTOS: SÍMBOLO IMAGENS

No mundo todo, o tipo de câncer mais comum entre as mulheres é o de mama. No Brasil, a estimativa de incidência da doença para este ano, feita pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), é de 48.930 novos casos. Apesar da estatística assustadora, os especialistas dão uma excelente notícia: o problema quando detectado precocemente, ou seja, logo no início de seu desenvolvimento, tem quase 100% de chances de cura. Um número para lá de otimista.

A pergunta é: por que, então, os números ainda são tão altos? Na verdade, este câncer não pode ser prevenido, mas tratado e curado. E quanto mais cedo for descoberto, mais aumentam as garantias de cura. Ou seja, o diagnóstico precoce é o caminho. No entanto, a maioria só percebe o problema somente após muitos anos da instalação do câncer.

Segundo entidades internacionais renomadas, tal fato pode estar relacionado tanto à falta de conscientização ou conhecimento das mulheres sobre este tipo de câncer quanto a de recursos financeiros necessários para a realização de consultas e exames periódicos.

Por isso, Viva Saúde reuniu informações fundamentais que você precisa saber sobre a doença, com a ajuda do médico João Carlos Sampaio Góes, diretor- técnico do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC), de São Paulo.

1 - Um nódulo nas mamas pode levar de quatro a 10 anos até que atinja um centímetro de tamanho. Por isso o exame de mamografia (realizado em laboratório e que analisa a estrutura das mamas na busca de alterações que indiquem problemas) é tão importante na identificação precoce de um tumor.

2- A primeira mamografia deve ser feita aos 35 anos. Ela servirá de referência para as próximas. Assim, o médico poderá comparar todos os exames na hora de estabelecer um diagnóstico. Após os 40 anos, a mamografia deve ser feita pelo menos uma vez por ano.

3- Acontece que 15% dos casos de câncer de mama não são detectados pela mamografia convencional. Isso ocorre quando não há formação ou quando eles possuem a mesma densidade das mamas, o que impossibilita sua visualização. Daí que, às vezes, será necessário uma ultra-sonografia mamária ou ressonância magnética.

4- Acontece que 15% dos casos de câncer de mama não são detectados pela mamografia convencional. Isso ocorre quando não há formação ou quando eles possuem a mesma densidade das mamas, o que impossibilita sua visualização. Daí que, às vezes, será necessário uma ultra-sonografia mamária ou ressonância magnética.

5- Estima-se que 98% dos casos de câncer de mama identificados precocemente são curados.

6- O auto-exame das mamas deve ser feito todos os meses, na mesma época, após a menstruação. No entanto, ele só é capaz de identificar caroços com mais de dois centímetros, por isso a importância da mamografia. Durante a realização do autoexame, verifique também se a pele dos seios está com aparência anormal (enrugada) e se há vermelhidão no local. Se notar algo parecido, é hora de procurar um especialista.

7- O AUTO-EXAME É IMPORTANTE, MAS NÃO SUBSTITUI EM HIPÓTESE ALGUMA A MAMOGRAFIA OU MESMO UMA CONSULTA MÉDICA.

8- Estima-se que 90% dos nódulos nas mamas são benignos. Ou seja, não são tumores e podem ser retirados sem prejudicar a saúde. Eles são chamados de fibroadenomas. Muitas mulheres optam por não retirá-los. Mas a cada seis meses precisam se submeter a um exame no consultório para garantir que tudo está bem.

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