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Edição 35 - Novembro/2006
 
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  Barras que valem ouro
De cereais, fibras, proteínas ou energéticas, lights, diets ou salgadas: qual escolher? Descubra as opções existentes no mercado para saber qual a mais indicada para você

POR JUREMA APRILE

ILUSTRAÇÃO CLEO ALMEIDA

As barrinhas definitivamente entraram para o cardápio bra sileiro. Hoje se consomem quase seis vezes mais desses produtos do que há oito anos - são cerca de 500 milhões de unidades vendidas por ano. As preferidas são as de cereais com banana e as que têm chocolate. E é cada vez maior a variedade de marcas e tipos de 'barrinhas de cereais' - embora muitas nem tenham cereais na composição.

Essas barras tornaram-se um lanche superprático - e apenas lanche. "Não devem substituir refeições como café da manhã, almoço e jantar", diz a nutricionista Denise Schirch, de São Paulo. Isso porque nenhuma é tão va riada ou contém todos os nutrientes em quantidades suficientes para suprir uma refeição. "O hábito de ingeri-las no lugar da comida acaba prejudicando o bom funcionamento do metabolismo", avisa Leda Moura Pinheiro, nutricionista do Centro Médico de Terapias Integradas do Leblon, no Rio de Janeiro.

A composição das barras varia muito. Elas podem ter carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas, mine rais e fibras. Então, o segredo para descobrir um tesouro nutricional está na leitura do mapa, quer dizer, do rótulo. A dica é conferir os ingredientes. A Agência Nacional de Saúde (ANVISA) obriga os fabricantes a informar o que entra na composição do produto em ordem decrescente: o que aparece em primeiro é o que há em maior quantida de. Assim, quem quer comer uma barrinha com cereais deve olhar em que posição eles aparecem nos ingredientes.

"O interessante é que ocupem o primeiro ou o segundo lugar na lista", ensina a nutricionista Késia Quintaes, professora da Universidade Federal de Ouro Preto, em Minas Gerais.

Energia contínua
Para dar 'liga', as barras costumam ter xarope de glicose (ou glucose), embora algumas usem mel para isso. Até aí tudo bem - o que não pode é ter mais xarope do que cereal: os dois são carboidratos, mas a diferença é a velocidade que entram no sangue.

O xarope, um carboidrato simples, dá uma energia rápida. Já o cereal, um carboidrato complexo, é absorvido mais devagar. "Portanto, a energia é contínua, de longo prazo, o que é mais interessante", diz Késia Quintaes.

ATENÇÃO:
SE NO RÓTULO
O PRIMEIRO
INGREDIENTE DA
LISTA FOR XAROPE
DE GLICOSE,
A BARRA PODE
ATÉ TER CEREAL,
MAS SEU
INGREDIENTE
MAIOR SERÁ
O XAROPE

ILUSTRAÇÃO DAS BARRAS:
FONTE: DENISE SCHIRCH

QUALQUER QUE
SEJA A BARRA,
BEBA ÁGUA AO
CONSUMI-LA,
PORQUE ESSE
ALIMENTO TEM
POUQUÍSSIMA
UMIDADE

COMO ESCOLHER?
Uma forma prática é pensar no que você comeu na refeição anterior. Quem almoçou salada com frango, isto é, ingeriu mais proteínas, pode optar pela barrinha de cereais no lanche. Se o almoço foi uma massa, ou seja, mais carboidratos, opte pela barrinha de soja (proteína) ou pela barrinha salgada que tenha nozes ou castanhas, pois ela terá menos carboidratos que a de cereais.

QUANTO COMER?
Não existe contra-indicação, mas o recomendado é consumir, no máximo, duas ao dia. "Nunca faça um lanche com cinco barrinhas - elas não são feitas para isso", avisa a nutricionista Denise Schirch.

CRIANÇA PODE?
Só recomendo o consumo, em geral, a partir dos sete anos de idade e para aquelas crianças que já possuam bons hábitos alimentares, em um intervalo de refeições, como lanche. Mas é bom complementar com um suco natural", diz a especialista Leda Sequeira Moura Pinheiro.

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