
Os especialistas são unânimes em afirmar: se detectada e tratada desde o início, é possível manter a artrite reumatóide, cuja causa ainda é desconhecida, sob controle. "Alguns pacientes podem até ficar sem sintomas por grandes períodos", diz o reumatologista Manoel Barros Bértolo, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e presidente da Comissão de Artrite Reumatóide da Sociedade Brasileira de Reumatologia. Ainda não existe cura para essa doença crônica, caracterizada por dores nas articulações do corpo, especialmente das mãos e dos pés.
O problema é que a inflamação pode progredir até provocar inchaço, rigidez e dificuldade de movimentos e, sem tratamento, levar à perda de movimentos e tornar a pessoa incapacitada para realizar uma série de atividades. "Para as dores crônicas, uma única terapêutica não é satisfatória, mas sim um conjunto de medidas associadas e tratamentos diversos", explica Rioko Kimiko Sakata, coordenadora do ambulatório de dor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Confira as dicas dos especialistas.
FIQUE ATENTO AO POSICIONAMENTO DOS MEMBROS - POR CAUSA DA DOR, A TENDÊNCIA É ENCOLHER PUNHOS E DEDOS. MANTENHA-OS ESTICADOS, PARA QUE TAMBÉM FUNCIONEM MELHOR
ALIMENTAÇÃO
Siga uma dieta equilibrada e com alimentos frescos. Essa é uma das formas mais eficazes de atingir e manter o peso saudável, a chave para melhorar a qualidade de vida. "A obesidade pode pressionar ainda mais as articulações comprometidas", explica o reumatologista Manoel Barros Bértolo, de São Paulo.
Siga uma dieta equilibrada e com alimentos frescos. Essa é uma das formas mais eficazes de atingir e manter o peso saudável, a chave para melhorar a qualidade de vida. "A obesidade pode pressionar ainda mais as articulações comprometidas", explica o reumatologista Manoel Barros Bértolo, de São Paulo.
Algumas vitaminas - C e E - e minerais - selênio, ferro e zinco - são particularmente importantes. Eles estão nos seguintes alimentos: melão, laranja e verduras de cor verde-escura (vitamina C); sementes, nozes, gérmen de trigo, ovos e óleo de soja (vitamina E); carnes, fígado e feijão (ferro); aves, mariscos e cereais integrais (selênio); ostras, iogurte e nozes (zinco).
Por conta do risco de osteoporose, a reumatologista Ana Beatriz Cordeiro de Azevedo, da Unifesp, indica ainda uma dieta rica do mineral cálcio.
Limite a quantidade de gordura e colesterol na sua alimentação e use açúcar e sal com moderação.
Ingira quantidades abundantes de líquidos. Mas não bebidas alcoólicas.
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