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Edição 35 - Novembro/2006
 
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sete perguntas para um especialista
  Sangramento: Não empine o nariz
Saiba como agir diante da hemorragia nasal, problema comum em crianças, mas que também pode ocorrer em diferentes fases da vida

POR DENISE CAMARGO

FOTOS: FERNANDO GARDINALI E ARQUIVO PESSOAL1 POR QUE OCORRE A HEMORRAGIA NASAL?

As causas mais comuns são o modo brusco com que algumas pessoas assoam ou coçam o nariz, ou batidas provocadas por acidentes, quedas, brincadeiras mais agressivas e boladas. É que o choque pode gerar um rompimento de pequenos ou grandes vasos sangüíneos dentro de cada narina, provocando o sangramento.

2 POR QUE O NARIZ DA CRIANÇA SANGRA COM FACILIDADE?

Na infância é muito comum a mania de cutucar o nariz com o dedo, o que na linguagem médica é chamado de dedose. Esse ato provoca feridas no local devido à fragilidade dos vasos sangüíneos que são mais superficiais e salientes na entrada da narina. Quando as crianças estão resfriadas, têm sinusite ou ficam expostas ao sol é normal a formação de uma espécie de casca ou crosta na região nasal. Na tentativa de removêlas com os dedos ou mesmo as unhas, elas rompem esses vasos, fazendo com que haja sangramento. Por isso, corte as unhas dos pequenos com freqüência e ensine-os a não colocar o dedo no nariz. Aqui vale um alerta aos pais que acreditam que todo sangramento do nariz (também chamado epistaxe) depois de uma exposição ao sol é normal: leve seu filho para ser avaliado por um especialista, especialmente se o fato acontece com freqüência. Nos adolescentes a hemorragia surge, em sua grande maioria, ocasionada por acidentes que traumatizam o nariz durante a prática de esportes, principalmente os mais agressivos.

3 QUAIS SÃO AS CAUSAS MAIS COMUNS NOS ADULTOS?

Mesmo tendo boa saúde, algumas pessoas podem apresentar uma ruptura das artérias etmoidais (que se localizam internamente, próximas aos olhos e ao nariz), cuja causa ainda é desconhecida pela medicina. Mas sabe-se que o desvio do septo nasal (estrutura que divide o nariz em duas partes), que é muito freqüente, também pode desencadear a epistaxe.

4 QUEM TEM DESVIO DE SEPTO PRECISA CORRIGIR O PROBLEMA, COMO FORMA DE PREVENIR SANGRAMENTOS?

A correção é indicada em casos graves - quando há dificuldade na passagem do ar, provocando uma real diminuição na respiração pelo nariz - ou quando o sangramento é constante. O objetivo da cirurgia é centralizar o septo nasal para que desbloqueie a entrada do ar pelo nariz.

5 O QUE ACONTECE QUANDO O SANGUE ESCORRE PELA GARGANTA?

Dependendo da localização do ferimento ou até mesmo da posição da pessoa, o sangue certamente cairá pela garganta. Se ela estiver deitada ou com a cabeça inclinada para trás, o fluxo tende a descer pela garganta e chegar ao estômago. A presença da substãncia ali pode provocar náuseas e vômitos. Para evitar essa situação, quando houver sangramento nasal, incline ligeiramente a cabeça para frente.

FOTOS: FERNANDO GARDINALI E ARQUIVO PESSOAL6 COMO CONTROLAR O SANGRAMENTO?

Para começar, posicione o indivíduo corretamente: sentado, com a cabeça levemente para a frente. Então, faça uma compressão constante com os dedos do lado da narina com hemorragia para diminuir o fluxo. É importante que o paciente não deite e nem coloque a cabeça para trás, pois além de o sangue escorrer pela garganta, a intensidade pode aumentar. Também é recomendado fazer compressas de gelo sobre o nariz e a face, sem que haja contato com os olhos (para não queimá-los com o gelo). Outra medida é colocar algodão levemente umedecido com água oxigenada a 10% na narina afetada. Mas não tape as duas, pois pode sufocar a pessoa. Vale lembrar que hemorragias intensas necessitam de cuidado médico imediato.

7 A EPISTAXE PODE ESTAR ASSOCIADA A ALGUMA DOENÇA?

O problema pode surgir relacionado a um quadro de pressão alta, independentemente da causa, em pessoas com idade acima dos 40 anos. Nesses casos, se a intensidade do sangramento for intensa e constante, o médico opta pelo fechamento - por meio de cirurgia - dos vasos que sangram. Em raras situações o sangramento nasal de repetição está associado a tumores benignos (não cancerosos), como o angiofibroma juvenil, ou a outras doenças, como sífilis e tuberculose.

FOTOS: FERNANDO GARDINALI E ARQUIVO PESSOAL
Aníbal Arrais, otorrinolaringologista do Hospital Santa Paula, em São Paulo


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