Viva Saúde
Edição 34 - Novembro/2006
 
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  Diabetes, uma doença do futuro que preocupa agora

VANESSA PIROLO, JORNALISTA, DIABÉTICA TIPO 1 DESDE OS 18 ANOS E REPRESENTANTE BRASILEIRA DO NOVO NORDISK YOUTH PANEL

Existem 171 milhões de diabéticos no mundo e o aumento do número de casos se revela assustador. Segundo a Federação Internacional de Diabetes (IDF, na sigla em inglês), as estimativas sobre as mortes provocadas pela doença são alarmantes. A cada ano são 3,2 milhões de falecimentos; 8.700 a cada dia; seis por minuto; dez por segundo. O diabetes mata uma em cada 20 pessoas no planeta. Outro dado impressionante é que há um milhão de amputações por ano provenientes da falta de tratamento e informações sobre a enfermidade. Especialistas apontam que o mal tornou-se uma epidemia por alguns fatores como um maior envelhecimento e crescimento da população global, aumento dos índices de obesidade e de um estilo de vida sedentário.

Quando o diabético não toma os cuidados necessários com sua saúde, a doença causa cegueira, falência dos rins, amputações, diminuição da coagulação sangüínea para a cicatrização de ferimentos, complicações no sistema vascular. Portadores de diabetes são diretamente punidos pela falta de conscientização dos povos e descaso dos órgãos governamentais em todo o mundo.

AS ESTIMATIVAS SOBRE AS MORTES PROVOCADAS PELA DOENÇA SÃO ALARMANTES. ELA É RESPONSÁVEL POR 3,2 MILHÕES DE ÓBITOS POR ANO; 8.700 POR DIA; SEIS POR MINUTO; DEZ POR SEGUNDO

Para mudar este panorama, a Federação Internacional de Diabetes lidera uma campanha global chamada Unite for Diabetes, com a finalidade de promover a Resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) no dia Mundial do Diabetes, 14 de novembro. O objetivo é aumentar a sensibilização sobre a enfermidade, elevar o reconhecimento das pessoas sobre ela, fomentar a discussão nos países para inserir este tema como prioridade, disseminar a implementação de estratégias para a prevenção de suas complicações, desenvolver ações da saúde pública para evitar a moléstia, reconhecer as necessidades especiais de cada grupo (crianças, idosos e grávidas) e promover mais pesquisas para descoberta da cura.

A resolução da ONU consiste em ter votos de 191 membros. Posteriormente, haverá uma votação da Assembléia Geral para que haja um comitê para priorizar a discussão entre os porta-vozes e Membros do Estado. Esta aproximação com o Grupo G7 alcançará 132 países em desenvolvimento, promovendo um bloco de votação para atingir as Nações Unidas.

Paralelamente a estas ações, existem empresas que estão promovendo iniciativas que visam aumentar a educação e prevenção do diabetes no mundo. A Novo Nordisk, por exemplo, fomentou um encontro em Washington DC, em junho deste ano, com 19 jovens de diferentes países entre as idades de 18 a 32 anos pela causa do diabetes. E eu estou entre eles. Nós fomos preparados para ser porta-vozes do assunto em favor do esclarecimento da população sobre a doença. Discutimos as ações em torno da resolução para o Dia Mundial do Diabetes: mobilizar a sociedade é a principal maneira de chamar a atenção das autoridades e exigir que, assim como o HIV, o diabetes receba a ajuda necessária.

É preciso uma mobilização mundial. Afinal, a enfermidade mata mais do que qualquer outra. Cabe à sociedade e aos jovens se empenharem na luta pela divulgação da doença, seus principais sintomas e os benefícios do tratamento para a qualidade de vida do paciente. O diabetes pode ser controlado e prevenido. É possível mudar o futuro do diabetes.

 


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