Viva Saúde
Edição 32 - Outubro/2006
 
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carinho, proteção e cuidados até os 10 anos

POR PATRÍCIA BOCCIA

PARTO NORMAL É A MELHOR OPÇÃO

As cesarianas podem oferecer riscos à saúde do bebê

O Brasil ainda apresenta uma alta taxa de parto cesariano. Por aqui, 79,7% dos partos por meio de planos de saúde são cesarianos, no Sistema Único de Saúde (SUS) esse número é de 27,5%. Em países como a Holanda e Suécia, por exemplo, esse índice é de 14% e 16%, respectivamente. No entanto, nos Estados Unidos, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças provou recentemente que bebês nascidos por cesariana têm três vezes mais chances de morrer no primeiro mês de vida do que os que vêm ao mundo pelo parto natural. Uma análise com 5,7 milhões de nascimentos concluiu que o trabalho de parto natural auxilia na expulsão de líquido dos pulmões do bebê e promove a liberação de hormônios que melhoram a função pulmonar.

O salmão é rico em ômega 3

Mamãe feliz

PEIXE NO CARDÁPIO
Um estudo realizado por cientistas dinamarqueses com gestantes concluiu que a substância ômega 3, presente sobretudo nos peixes de águas frias (salmão e atum), favorece a circulação sangüínea na placenta, beneficiando a nutrição do feto. Já sua falta no início da gravidez aumenta o risco do bebê nascer com baixo peso.

TESTE VITAL

Estima-se que oito milhões de crianças no mundo nascem com algum defeito genético. Mas, com os avanços da medicina, se essas anomalias forem descobertas precocemente, grande parte dos pequenos pode levar uma vida normal. “O risco de alteração genética em qualquer gestação é de 1% a 3%”, explica a geneticista Ana Maria Martins, da Universidade Federal de São Paulo. O teste do pezinho, que é obrigatório no país, ainda é a melhor forma para diagnosticar tais alterações. Nos laboratórios privados dá para se identificar cerca de 30 dessas doenças. Já a rede pública, no entanto, analisa somente até quatro delas.

EVITE CRISES DE ASMA

As crises alérgicas combinadas às oscilações bruscas de temperatura facilitam a penetração de agentes alergênicos (fungos e ácaros) pelo nariz, aumentando a incidência de asma. Anote as dicas da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia para diminuir os episódios asmáticos:
Tenha a casa sempre limpa, mas não use vassouras ou espanadores, pois espalham ainda mais o pó.
Evite cortinas, carpetes, estantes com livros, bichos de pelúcia, etc.
Mantenha a casa ventilada e ensolarada.
Evite o choque térmico depois que a criança sair de um banho quente.

 


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