Versão nacional
No Brasil, o Instituto Butantan desenvolve duas vacinas contra a infecção por papiloma vírus (HPV). Uma delas utiliza um tipo de levedura capaz de produzir um número muito maior de partículas – a partir de componentes do próprio vírus -- que a usada na vacina já disponível no mercado. Um maior rendimento na produção destas partículas significa uma diminuição no valor da vacina. A outra versão é obtida com a ajuda de lactobacilos, microorganismos utilizados na fermentação do leite. “A idéia é usarmos uma bactéria que reside naturalmente no organismo para desenvolver uma vacina que não seja injetável, mas aplicável, como um creme ou mesmo um aerosol”, explica o pesquisador Paulo Lee Ho, do Instituto Butantan (SP). No entanto, os estudos sobre sua eficácia ainda não foram realizados. A expectativa dos pesquisadores é que uma das alternativas – ou mesmo ambas - resultem em um produto mais barato, que possa ser distribuída a toda população gratuitamente pelo sistema público de sáude.