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Edição 31 - Outubro/2006
 
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  Como socorrer a vítima de queimadura
O cirurgião-plástico Carlos Fontana ensina a maneira de realizar o primeiro atendimento de emergência nos diferentes graus do problema

A maioria dos incidentes que provocam queimaduras acontecem por negligência. Ou seja, podem ser evitados se tomados os devidos cuidados. Tanto é assim que a primeira causa deste tipo de fatalidade é associada aos líquidos superaquecidos. "Os escaldos são responsáveis por 60% dos casos", afirma Carlos Fontana, responsável pelo tratamento cirúrgico de pacientes com queimaduras do Hospital Israelita Albert Einstein (SP), médico assistente da disciplina de cirurgia plástica do Hospital das Clínicas (SP) e diretor-fundador do Instituto Pró-queimado. "O tempo que a mãe deixa o filho somente por alguns instantes sozinho na cozinha para atender ao telefone ou mesmo à porta é suficiente para acontecer qualquer tipo de acidente", ressalta.

Em segundo lugar, vêm os provocados pelo uso do álcool. Aliás, em 2003, quando a comercialização do produto em forma líquida foi proibida, constatou-se uma grande diminuição de 60% nos acidentes pela substância. "Uma das razões é a de que o álcool em gel não emite com a mesma intensidade seus gases inflamáveis no ambiente, diminuindo assim as chances de pegar fogo", explica. No entanto, seu uso voltou a ser liberado pouco tempo depois e, conseqüentemente, o número de acidentes também aumentou.

Por isso, salienta o médico, a prevenção é o ponto mais importante e deve ser o primeiro passo ao se pensar em queimaduras. "Além do mais, esses cuidados precisam ser redobrados com crianças e idosos, pois são mais suscetíveis a acidentes", alerta.

NO BRASIL, SEGUNDO DADOS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, EM 2003, AS QUEIMADURAS FORAM A QUARTA MAIOR CAUSA DE MORTE DE CRIANÇAS DE 0 A 14 ANOS. POR AQUI, OS PEQUENOS AINDA SÃO AS MAIORES VÍTIMAS

GRAUS DE LESÃO
 

A classificação desse tipo de ferida leva em conta vários fatores. De acordo com o médico, vale o bom senso. "Se for uma queimadura minúscula na ponta do dedo, não há necessidade de assistência médica. Nessa hora o ideal é analisar a situação, considerando intensidade da dor, formigamento, formação ou não de bolhas e seus tamanhos, área, extensão e profundidade atingidas, se a vítima é criança ou idoso, entre outros", explica. Aprenda a diferenciar a gravidade entre as queimaduras que são divididas em primeiro, segundo e terceiro graus - da mais leve à mais grave.

PRIMEIRO GRAU - atinge somente a primeira camada da pele, a epiderme. A queimadura é superficial, dolorida, provoca vermelhidão e pode causar inchaço. Mas não há formação de bolhas.

SEGUNDO GRAU - agride a epiderme e chega a atingir a derme parcialmente. Nesse estágio, formam-se bolhas que contêm um líquido espesso e claro.

TERCEIRO GRAU - além de lesionar a epiderme e a derme - camada da pele que não se regenera - atinge as camadas mais profundas - podendo danificar músculos e ossos - deixando, muitas vezes, a região insensível por haver destruído as terminações nervosas. "Nas pálpebras é mais fácil de se obter um ferimento de terceiro grau, pois a pele no local é fina. Ao contrário das costas, por exemplo", ressalta Carlos Fontana. Mas esse tipo de queimadura é grave e necessita de ajuda profissional. Nesse estágio, o local pode ficar escuro e ressecado ou mesmo esbranquiçado. Pode haver a formação de bolhas e muitas vezes é difícil em um primeiro momento ser percebida a diferença entre a queimadura de segundo e terceiro graus.

   

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