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O que você precisa saber sobre desfibrilador
Está na lei
Algumas cidades do Brasil – Distrito Federal, São Paulo, Paraná, Campinas (SP) e Piracicaba (SP) - já contam com uma lei que dispõe sobre a necessidade de desfibriladores em certos tipos de veículos – como ambulâncias (pois nem todas são equipadas com o aparelho), trens e aeronaves – e em locais de circulação pública, onde passam mais de 1.500 pessoas por dia – como centros comerciais, aeroportos, estações rodoviárias e ferroviárias, estádios, ginásios esportivos, hotéis e templos. Porém, o médico Agnaldo Píspico, do Centro de Treinamento em Emergências Cardíacas da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), garante que essas medidas não estão sendo praticadas mesmo nas cidades nas quais seu uso é obrigatório. Existe também um projeto de lei federal com conteúdo similar ao das leis municipais que tramita desde 2004 na Câmara dos Deputados.
Equipamento automático
O desfibrilador eletrônico é usado em emergências para fazer com que o coração bata compassadamente, por meio de descargas elétricas. Segundo o médico Agnaldo Píspico, ele pode ser utilizado por qualquer pessoa, pois, além de ser auto-explicativo, o equipamento faz a análise da situação da vítima, indica e, se necessário, aplica o melhor procedimento. Para aprender a manuseá-lo, é necessário um curso com apenas quatro horas de duração – que também ensinará todas as manobras de ressuscitação contidas nessa matéria. O preço varia entre R$ 6 mil e 10 mil. O Centro de Treinamento em Emergências Cardíacas da Socesp, que acabou de ser inaugurado na cidade de São Paulo, é um dos locais que oferece esse tipo de treinamento.
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