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O alimento revelado em detalhes
A estrela do prato Cortada na transversal, a carambola, com seus cinco gomos salientes, incrementa o visual de qualquer cardápio. De quebra, a fruta oferece benefícios ao organismo de quem não resiste à sua beleza e sabor
POR VERA LÍGIA RANGEL
Ela é fruto da caramboleira, árvore ornamental de pequeno porte, cultivada em jardins e quintais. De origem indiana, foi introduzida no Brasil em 1817. De aspecto liso e brilhante e cores que variam do verde ao amarelo, a carambola possui cinco gomos bem-pronunciados e, quando cortada em sentido transversal, parece uma estrela perfeita. Sua versatilidade e sabor agridoce (que pode ficar mais ou menos azedo de acordo com a acidez da fruta) permitem seu consumo ao natural ou no preparo de licores, doces e sucos. Em saladas, a fruta dá um toque especial como um ingrediente opcional e saboroso para quem precisa emagrecer - cada cem gramas da fruta possui apenas 29 calorias.
Rica em carboidratos, gordura, proteínas, sais minerais - cálcio, fósforo e ferro - e vitaminas A, C e do complexo B. Sua casca possui alto teor de tanino, substância com poder adstringente, capaz de prender o intestino, nos casos de diarréia. Na medicina popular, seu suco é recomendado para ajudar no tratamento de febres.
MAS, CUIDADO! |
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Essa fruta pode se transformar em veneno se consumida por doentes renais crônicos, especialmente idosos. De acordo com pesquisa desenvolvida pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo, a carambola possui uma neurotoxina (só atua no sistema nervoso) capaz de causar, nesses pacientes, desde soluços intratáveis até confusão mental e morte. Pessoas saudáveis estão livres desse perigo, por liberarem a toxina normalmente. |
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