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Edição 3 - Julho/2004
 
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  Fitoterapia: cura através das plantas
Esqueça o chá milagroso. Hoje, caules, folhas e raízes de plantas medicinais são comercializados na forma de cápsulas, xaropes e pomadas, com direito a fiscalização e bula

POR DANIELA TALAMONI

A cura pelas plantas evoluiu com a medicina.
1 O que são fitoterápicos?

Preparações farmacêuticas que utilizam apenas extrato concentrado de plantas medicinais ou de parte delas (caule, folha e raiz) como matéria-prima para prevenir e tratar doenças. Entre os mais conhecidos e estudados no mundo está a ginkgo biloba, uma árvore de origem chinesa, indicada para melhorar o fluxo sangüíneo e estimular a memória. Outro produto à base de extrato vegetal bastante consumido é a equinácea, planta nativa dos Estados Unidos que possui propriedades imunoestimulantes. Ela auxilia na manutenção das células que protegem o organismo contra agentes invasores, como os vírus de gripes e resfriados.

2 Eles têm a mesma eficácia dos remédios comuns?

Sim. A diferença está em como esses produtos atuam. Enquanto no medicamento convencional o princípio ativo responsável pela redução dos sintomas e pela cura de uma doença é conhecido e isolado para compor a fórmula ideal, no fitoterápico funciona interagindo com outras substâncias presentes na planta. Os remédios alopáticos agem rápido, atacam de vez o problema e são a melhor opção para males agudos, como febre. Já drogas à base de plantas têm ação mais lenta e menos tóxica, amenizam os efeitos colaterais e são indicadas para o tratamento de doenças crônicas.

3 A fitoterapia exige prescrição médica?

Desde 1995, os fitoterápicos são classificados como remédios no Brasil e obedecem a uma legislação específica. A responsável pela fiscalização é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). A empresa também precisa comprovar a segurança e eficácia de cada medicamento antes de dar o registro. Apenas os médicos têm autorização para recomendar qual o vegetal e a forma farmacêutica mais indicada para cada problema. Aliás, alguns produtos, por possuírem tarja vermelha, só podem ser vendidos mediante apresentação de receita. Nos Estados Unidos, eles ainda estão na categoria de suplementos alimentares, dividindo a prateleira com vitaminas, e podem ser consumidos sem restrições.

4 Quais os riscos da automedicação neste caso?

Os mesmos de qualquer remédio. As plantas não são inócuas e podem ser tóxicas se não forem consumidas na medida certa. A ephedra, por exemplo, espécie de origem chinesa usada como inibidor de apetite, foi proibida em vários países depois que sua utilização indiscriminada provocou infarto, derrame e até morte nos Estados Unidos.

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