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Edição 29 - Setembro/2006
 
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Sete perguntas para um especialista
  SIBUTRAMINA: genérica para emagrecer em versão
Descubra como funciona, as indicações e os efeitos colaterais deste e de outros medicamentos com o mesmo objetivo

POR LILIAN HIRATA
lilianhirata@simbolo.com.br

FOTOS: SÍMBOLO IMAGENS E ARQUIVO PESSOAL

1 HÁ DIFERENÇA ENTRE A SIBUTRAMINA GENÉRICA E A DOS MEDICAMENTOS DE MARCA?
Não, pois a sibutramina está presente em todos eles na mesma proporção. Mas vale ressaltar que a substância tem duas variações: o cloridrato monoidratado de sibutramina e a sibutramina anidra. Porém, esta última teve sua comercialização proibida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), por não apresentar estudos que comprovem sua eficácia. Sendo somente a primeira substância autorizada legalmente para uso.

2 COMO A SIBUTRAMINA AGE NO ORGANISMO?
Ela atua diretamente no sistema nervoso central, estimulando a sensação de saciedade. Na prática, a pessoa passa a se sentir satisfeita com uma quantidade menor de alimentos do que costumava ingerir. Entretanto, isso não significa a perda total da fome, pois o objetivo é permitir um melhor controle do consumo de calorias, incentivando a reeducação alimentar.

3 QUAIS SEUS EFEITOS COLATERAIS?
A sibutramina é a única substância com inúmeros estudos científicos que garantem seus resultados no trato da obesidade e ainda não causa dependência física e psíquica. Além disso, seus efeitos adversos são transitórios, mas não graves, e só ocorrem no início do tratamento. Os principais incômodos são boca seca, constipação intestinal, dor de cabeça leve, taquicardia, náuseas, sudorese, entre outros.
4 PARA QUEM É INDICADA?

Para obesos, ou seja, pessoas que estão muito acima do peso normal, com um índice de massa corporal (IMC - resultado do peso dividido pela altura, em metros, ao quadrado) maior que 25 kg/m2. Principalmente quando esse fator afeta a saúde, predispondo a doenças cardiovasculares e diabetes. Mas pessoas com histórico de anorexia, bulimia nervosa e doenças cardiovasculares não devem usá-lo. O mesmo vale para os menores de 16 anos, pois não há estudos seguros com esse grupo.

5 COMO OS MEDICAMENTOS PARA EMAGRECER FUNCIONAM?
Eles são divididos em grupos e os principais englobam os anoréxicos (derivados da anfetamina), que inibem o apetite ao ponto de a pessoa não sentir fome; os sacietógenos, que aumentam a sensação de saciedade - no qual somente encontramos a sibutramina -; e os que diminuem a absorção pelo intestino, em torno de 30%, das gorduras ingeridas. A escolha do medicamento é feita individualmente, considerando os objetivos e o histórico do indivíduo. Sem deixar de lado a avaliação por meio de exames que revelará as condições reais de saúde da pessoa. E isso exige uma boa conversa entre médico e paciente. Se, por exemplo, a pessoa costuma sentir muita fome, os anoréxicos podem ser uma boa opção. Já para quem acaba comendo sempre além do que precisa, a sibutramina talvez tenha melhores resultado

6 SOMENTE O REMÉDIO É EFICAZ PARA O EMAGRECIMENTO?
Certamente não. As pessoas costumam culpar o remédio por não conseguirem perder os quilos que gostariam. Algumas nem o tomam pelo tempo suficiente. Além de se esquecerem de adotar, paralelamente, um conjunto de medidas que incluem mudanças nos hábitos alimentares e a prática regular de exercícios físicos. Um novo estilo de vida é fundamental para a conquista e também manutenção do peso ideal. Até porque a obesidade exige um tratamento contínuo. Mas os remédios não fazem milagres, são auxiliadores e não podem ser vistos como única e principal solução.

7 COMO MANTER O PESO APÓS SUSPENDER O USO?
É exatamente neste período que o paciente deve estar mais atento para que todo seu esforço não seja em vão. O problema mais comum nessa fase é que muitos voltam a engordar e acabam frustrados. Mas a explicação é simples: não se incorporou a mudança de hábitos alimentares. Acreditase que os quilos extras já se foram e que o tratamento acabou. No entanto, somente a primeira etapa foi vencida. E, em relação à obesidade, a questão é bem mais séria. Até porque obesidade é uma doença que precisa ser tratada, mesmo depois de se conseguir o peso desejado e de haver deixado o remédio de lado. O processo é contínuo e exige manutenção. Ou seja, tudo aquilo que o indivíduo aprendeu durante o tratamento com o medicamento deve fazer parte de sua vida para sempre. Não existe fórmula além da reeducação alimentar e da prática regular de uma atividade física. Em conjunto, essas medidas são eficientes na perda e, mais ainda, na manutenção do peso. Entretanto, vale ressaltar que podem haver casos em que todas essas medidas não serão o suficiente, exigindo outras atitudes. No entanto, são episódios menos freqüentes que, ainda assim, terão de seguir as mesmas indicações para que produzam os benefícios almejados.

ESPECIALISTA
Marisa Helena César Coral, presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia FOTOS: SÍMBOLO IMAGENS E ARQUIVO PESSOAL


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