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Edição 29 - Setembro/2006
 
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Prevenção
  Apendicite é coisa séria
Muita gente acha que o problema não apresenta gravidade. Porém, ele corresponde à principal causa de cirurgia abdominal de urgência e pode resultar em complicações sérias

POR JUREMA APRILE
ILUSTRAÇÃO MG STUDIO

Todos os nervos da região do abdômen começam a mandar mensagens para o resto do corpo, avisando que há problemas naquela área. Por conta disso, o intestino diminui o peristaltismo - o movimento constante que começa no esôfago e prossegue até o ceco. Aí sobrevêm perda de apetite e até náusea, porque a 'idéia' do organismo é que a pessoa pare de comer para não sobrecarregar o sistema digestivo. Nessa hora, o paciente pode ter vômitos e diarréia, em alguns casos, com posterior parada de eliminação de fezes e gases.

O abdômen fica distendido - os médicos dizem que a barriga fica com som de tambor. Toda a região costuma doer, mas com o passar das horas o incômodo se concentra mais no baixo abdômen à direita.

Aquela grande quantidade de bactérias começa a produzir pus - é por isso que se diz que o apêndice supurou. A essa altura, o processo tornou-se infeccioso.

DIAGNÓSTICO COMPLEXO

"Comecei a sentir uma leve dor nas costas e uma queimação no estômago. Tomei antiácido, não passou. Vomitei, continuei a passar mal. Tive febre, mas cedeu em algumas horas. De madrugada consegui dormir. Acordei de manhã e me espreguicei. Parecia que algo tinha se partido na minha barriga. A dor latejou, ficando cada vez mais forte. Tive diarréia, e a dor piorando. Fui para o hospital, mal conseguia andar, encurvada: não era capaz de endireitar o corpo. Fiz exames de sangue, urina e ultra-som. Quando os resultados ficaram prontos, foi diagnosticada infecção intestinal. Prescreveram antibiótico e voltei para casa com um aviso: se a dor voltasse, localizada na região do apêndice, era para correr para o hospital. Era uma quinta-feira. Continuei mal, não conseguia comer nem reter o antibiótico no estômago. Ainda bem, porque o remédio teria complicado a situação ainda mais. Três dias depois, acordei com uma pontada forte, no lado direito do abdômen. Voltei ao hospital, novos exames, e a suspeita de apendicite aguda. Na verdade, meu apêndice já havia supurado e estourado - não aparecia no ultra-som porque era retro-cecal, isto é, ficava escondido atrás do ceco. Isso dificultou o diagnóstico e deixou a infecção se alastrar na cavidade abdominal. Finalmente fui operada - segundo o médico, uma hora a mais e o risco de morte seria grande. O corte demorou a cicatrizar, por conta do processo infeccioso. Ainda bem que só existe um apêndice: nunca mais quero sentir uma dor igual."
RITA A., 22 ANOS, GERENTE DE MARKETING

UM PERIGO AINDA MAIOR

De repente, a dor que começou aguda, insuportável, desapareceu. E a febre cedeu. Na verdade, a dor passou porque, por conta da infecção, teve início um processo de necrose nos tecidos - e onde o tecido necrosou, isto é, morreu, não há mais sensibilidade, nem dor ou febre. Necrosado, o órgão pode se romper dentro da cavidade abdominal e liberar diversas substâncias nocivas para toda a região. Isso forma o que se chama de abdômen agudo perfurativo. Quando a infecção se espalha pela cavidade intestinal (o peritônio), sobrevém a contaminação: é a peritonite. "Nesse caso, abre-se o abdômen do paciente para se limpar a infecção. O tratamento torna-se prolongado, com antibióticos de largo espectro de ação", diz Sérgio Leandro Maciel Pomini.

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