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Edição 28 - Agosto/2006
 
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  Segredos do limão

Segredinhos de chefe
No preparo do arroz, ensopados, sopas, sucos ou chás, sempre será possível fazer uso do suco fresco do limão. Ele fará com que o alimento fique mais digestivo e saboroso, além de beneficiar a saúde como um todo. Seus ácidos irão fixar os sais contidos nos demais ingredientes da receita, reduzindo perdas pelo manuseio e realização.

  • Ao preparar o arroz adicione o suco de um limão durante a fase inicial de cozimento. O alimento ficará mais solto, saboroso e leve.
  • No cozimento do feijão acrescente o suco de um limão. Isso tornará os grãos mais digestivos, reduzindo futuros problemas de flatulência.
  • Ao fazer ensopados ou sopas  use também o suco de um limão no início ou no final do cozimento. Tal procedimento irá salientar o sabor dos ingredientes.
  • Perigo no sol
    Sempre é bom lembrar: ao manusear o limão ou qualquer fruta cítrica, lave muito bem as mãos antes de se expor aos raios solares. O suco e a casca desses alimentos contêm substâncias fotossensíveis, que em contato com raios solares podem provocar manchas escuras na pele, e até queimaduras mais sérias. E, mesmo com a pele muito bem lavada, evite tomar sol diretamente no local e faça uso de protetor solar.

    Qual você prefere?
    No Brasil, o limão é um fruto fácil de ser encontrado durante todo o ano, embora seja mais produtivo de dezembro a maio, nas suas diversas variedades, que apresentam aspectos básicos semelhantes, se diferenciando apenas na cor, tamanho, forma e textura da casca. Existem cerca de 70 variedades de limão em todo o mundo, porém as mais conhecidas por nós são:

    Limão Taiti: é um híbrido da espécie siciliano como a lima-da-pérsia, por isso recebe também o nome de lima ácida. É robusto, de formato arredondado, casca lisa ou ligeiramente rugosa, de coloração verde, polpa esbranquiçada, muito suculenta e qualidade menos ácida, sem sementes. É a espécie de maior valor comercial no Brasil.

    Limão Siciliano: é o mais original de todos. Maior e alongado, terminando com duas extremidades proeminentes, tem cor amarela, casca grossa, levemente rugosa e é menos suculento. É uma variedade bem apropriada – pelo seu elevado percentual de casca - para a fabricação do óleo essencial de limão.

    Limão Galego: fruto pequeno e muito suculento, redondo, apresenta casca fina e lisa, de cor verde ou amarela clara. A polpa tem de cinco a seis sementes, é rica em suco, tem sabor ácido, porém agradável. Bastante comum nos quintais do nordeste brasileiro. A planta tem porte médio e produz muito o ano inteiro. Até recentemente era um limão muito popular, mas seu consumo foi substituído pelo limão taiti.

    Limão Cravo: parecido com uma tangerina, tem a casca levemente solta, é de cor laranja-avermelhado, assim como a polpa. Tem sabor e aroma adocicado e abundante suco.

    Uma dose de história
    Conhecido popularmente por limão, seu nome científico é Citrus Limonium, da família botânica das Rutáceas. A maioria dos frutos cítricos provém da Ásia, de regiões compreendidas entre a Índia e o sudeste do Himalaia. Lá ainda é possível encontrar variedades silvestres – primitivas - de limoeiros. No início, ele era um simples arbusto que se espalhava espontaneamente pelo sudeste asiático. Existem diferentes versões sobre a forma como o limão tornou-se conhecido na Europa. Alguns dizem que foi levado pelos muçulmanos entre os séculos VII e IX, durante o período em que ocuparam grande parte do continente europeu. A partir daí a difusão foi muito rápida. No entanto, existem relatos de que os romanos já conheciam o limão, usando-o como medicamento, mesmo antes de o fruto ser trazido pelos árabes. Outros afirmam que ele só foi introduzido na Europa com as primeiras navegações dos romanos em direção às Índias orientais. De qualquer forma, nas Américas, a fruta chegou junto com os primeiros conquistadores portugueses e espanhóis, no século XVI.

    Para saber mais:
    O Poder de Cura do Limão, Conceição Trucom, Editora Alaúde
    www.docelimao.com.br

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