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| Em um forno de microondas, a radiação produzida pelo magnetron vai para uma guia de ondas que as direciona para a câmara de cozimento. As paredes metálicas da câmara refletem as microondas: elas rebatem de uma superfície a outra, sem parar. Dessa forma, as microondas permanecem ali dentro, até serem absorvidas pelo alimento em preparação, aquecendo-o |
As microondas podem servir para multar você no trânsito, para trazer imagens e sons até seu celular e seu aparelho de televisão, para tratar suas dores musculares ou, ainda, para cozinhar seu jantar. Isso mesmo: essas ondas eletromagnéticas são usadas em radares de trânsito, na telefonia e transmissões televisivas por satélite, em aparelhos médicos e também nos fornos de microondas. A indústria usa microondas, entre outras coisas, para tratar madeira compensada e vulcanizar borracha, assar pão, secar amendoins e cozinhar batatas chips. Mas, afinal, quem inventou as microondas? Perguntar o nome do inventor é o mesmo que querer saber quem criou a eletricidade. Embora façam parte da tecnologia que nos rodeia, elas são um fenômeno natural. O nome científico da sua 'família' é espectro eletromagnético. Dele fazem parte também as ondas de rádio, os raios X, os raios gama, os raios infravermelhos, os raios ultravioleta e a luz solar, que é a única parcela visível desse espectro.
As microondas, portanto, são uma forma de radiação eletromagnética. O celular, por exemplo, usa as que existem naturalmente. Já o forno produz as microondas que utiliza. Essas ondas têm três características que possibilitam aplicá-las para cozinhar: são refletidas pelo metal, passam através de vidro, papel, plástico, e são absorvidas pelos alimentos que contêm água.
Como agem nos alimentos
No forno de microondas há uma válvula ou gerador, o magnetron, que converte a energia elétrica em microondas. Agora, pense no alimento como uma pequena cidade, toda feita de minúsculos tijolos. Esses tijolos são as moléculas. As microondas vibram e 'batem' nessas estruturas 2.450 milhões de vezes por segundo, gerando atrito entre eles. Essa agitação provoca o aquecimento que cozinha a comida.
Mas o processo de chacoalhar violentamente as moléculas também faz com que se quebrem - modificando a estrutura dos nutrientes. "Alimentos como carnes perdem boa parte de sua função protéica, graças ao 'terremoto' que quebra as moléculas da proteína", explica o professor Jorge Ricardo de Oliveira, engenheiro agrônomo especialista em Qualidade Total. "O mesmo acontece com as vitaminas", acrescenta.
As microondas também modificam os lipídeos (as gorduras). "Parte da reclamação 'comida com gosto de microondas' está associada à percepção de gosto de requentado", revela Elizabeth Torres, engenheira agrônoma e professora do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo . E mais: as microondas são atraídas pela quantidade de água, açúcar ou gordura contida na comida. É por isso que vegetais, com bastante água, ficam prontos mais depressa nesse tipo de forno.
O APARELHO DEVE ESTAR PERFEITO. FERRUGENS E PERFURAÇÕES NA PARTE INTERNA FAZEM COM QUE AS MICROONDAS NÃO REFLITAM DE MANEIRA UNIFORME, DEIXANDO OS ALIMENTOS MALCOZIDOS |
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