
A Organização Mundial da Saúde (OMS) coloca a atividade sexual como um dos índices que medem o nível de qualidade de vida. A verdade é que, entre outras coisas, a prática alivia as tensões, reduz os sintomas de depressão, revitaliza o corpo, estimula a mente e ainda queima calorias (cerca de 300 por hora), pois se trata de um excelente exercício aeróbico e anaeróbico. Uma das responsáveis por esse saudável turbilhão é a endorfina - substância liberada durante o ato -, que mexe com os mecanismos cerebrais que controlam o humor, a resistência ao estresse e à dor e, principalmente, as sensações de prazer. Para aproveitar tudo de bom que o sexo proporciona, é importante estar sempre em dia com a saúde de seu corpo e mente. Se não for assim, a qualidade de vida debaixo dos lençóis fica comprometida. Mas tratar da nossa vida sexual é tratar da nossa saúde. Não são somente características físicas ou anatômicas que distinguem o macho e a fêmea. A vida sexual tem sentidos afetivos, sociais e culturais e é preciso valorizálos para que ela seja plena. A sexualidade não se restringe somente ao ato sexual e falar desse tema é falar da própria vida. Ao nos relacionarmos com os outros, conseguimos amar, ter prazer e gerar outras vidas. A motivação para a busca de prazer acontece em todas as fases da vida e envolve o sexo, o amor, o erotismo e a procriação, mas não se limita a estas formas de expressão. A sexualidade influencia pensamentos, sentimentos, ações e interações e tanto a saúde física como a mental. Se a saúde é um direito fundamental, a saúde sexual também deve ser considerada um direito humano básico. E fica muito melhor quando a gente se protege e também cuida do outro, usando preservativo e cuidando do nosso corpo e mente. Afinal, isso também é praticar saúde.