Contornar uma dificuldade qualquer, acabar com aquela inibição ou, ainda, fazer realmente parte da turma são algumas das ilusões que levam jovens, às vezes quase crianças, ao consumo de bebidas alcoólicas, apesar de existir uma lei que proíba a venda de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos. Como são drogas lícitas e podem ser comercializadas legalmente, a maioria dos jovens experimentou bebidas alcoólicas pela primeira vez em casa. Esta situação é complexa, pois estudos indicam que quanto mais cedo alguém começa a beber maiores são as chances de se tornar alcoolista, ainda que a maioria da população use álcool sem sofrer prejuízos.
O ministério da saúde vem definindo, ao longo do tempo, estratégias que visam ao fortalecimento da rede de assistência aos usuários de álcool e outras drogas, com ênfase na reabilitação e reinserção social.
Entre os jovens o problema alcança proporções alarmantes. O primeiro contato com a bebida ocorre aos 11 anos, antes do cigarro (12 anos), da maconha (13 anos) e da cocaína (14 anos). Um estudo com 15.503 estudantes de 1º e 2º graus, em dez capitais do país, realizado também pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), aponta que:
■ 65% dos estudantes do Ensino Fundamental (5ª à 8ª série) e do Ensino
■ Médio já ingeriram bebidas alcoólicas
■ 50% dos alunos com idade entre 10 e
12 anos já experimentaram álcool.
■ 28,6% beberam pela primeira vez em
casa e, em 21,8% dos casos, a bebida foi
oferecida pelos pais.
■ 23,81% dos entrevistados ingeriram
álcool por pressão dos amigos.
■ 28,9% já ficaram bêbados.
■ 11% brigaram depois de beber.
■ 19,5% já faltaram à escola tendo como
principal causa o excesso de bebida.
| Ao notar o problema rondando sua casa, procure ajuda: pode ser por meio de professores da escola, grupos de ajuda ou profissionais de saúde. No portal do Ministério da Saúde (http://portal.saude.gov.br/saude/ area.cfm?id_area=154) você pode acessar os endereços dos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPSad) e buscar ajuda em locais próximos de sua casa. |