Mesmo em pessoas já diagnosticadas com osteoporose, os exercícios físicos promovem grandes benefícios. Afinal, o sedentarismo é péssimo para o osso. A receita é essa: mexa-se. E quanto mais, melhor. A endocrinologista Marise Lazaretti, da Unifesp, orienta pacientes com a doença em estágios avançados a praticarem exercícios mais leves, priorizando sempre o desenvolvimento do equilíbrio, dos reflexos para evitar quedas e conseqüentes fraturas. “Alongamentos também, para que os movimentos não fiquem muito restritos”, completa. Já para pacientes em que o processo de perda de massa óssea está no início, pode ser recomendada uma atividade mais intensa, até com um pouco de carga e pesos na musculação. É essencial ainda fazer exercícios no solo — nunca na água (esqueça a hidroginástica).
Ficar parado não dá. A atividade física é essencial até mesmo para quem sofre de osteoporose. Mas é preciso ir devagar e sempre com um acompanhamento adequado.
Um estudo comparado, que acompanhou mulheres idosas durante alguns anos, mostrou que as que se exercitaram durante o período tiveram um aumento da massa óssea de 2,3%. Enquanto que as que permaneceram sedentárias tiveram uma diminuição de 3,3%. Confira na tabela modalidades e a parte do corpo que beneficiam:
Tipo de exercício |
Efeitos na massa óssea |
Local favorecido |
Caminhada |
Protege contra a perda futura |
Quadril, coluna lombar |
Aeróbico de baixo impacto |
Protege contra a perda futura e pode aumentar a massa óssea |
Quadril, coluna lombar |
Aeróbico de alto impacto |
Aumenta a massa óssea |
Quadril, coluna lombar |
Musculação com pesos |
Aumenta a massa óssea |
Quadril, coluna lombar, rádio |
Corrida |
Aumenta a massa óssea |
Quadril, coluna lombar |