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Especial Viva Saúde - Junho/2006
 
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Programa Saúde
Pequenas mudanças nos hábitos diários ajudam a combater o aparecimento ou o agravamento da hipertensão. Vale a pena.

Reduzir o peso, diminuir a ingestão de sal, disciplinar a utilização de bebidas alcoólicas e fazer programas de atividades físicas apropriados são medidas comprovadamente eficazes para reduzir a pressão arterial. Essas são algumas das recomendações do médico Fernando Nobre, coordenador da Unidade Clínica de Hipertensão da Divisão de Cardiologia do Hospital das Clínicas da USP Ribeirão Preto. Tais medidas são capazes até mesmo de reverter os valores medidos da pressão arterial e, no caso de hipertensos que usam medicamentos de forma crônica, reduzir as dosagens dos remédios. Só que, uma vez instalada, a doença precisa de acompanhamento e terapêutica permanentes. “O controle da hipertensão é um desafio porque nós, médicos, e os profissionais de saúde envolvidos no tratamento, precisamos convencer o paciente a tomar remédios regularmente e promover mudanças em seu estilo de vida, o que definitivamente não é uma tarefa fácil”, ressalta o cardiologista Décio Mion. A 5ª versão das Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial, recentemente elaborada – com o aval das Sociedades Brasileiras de Hipertensão, de Cardiologia e de Nefrologia –, dá ênfase à imperiosa necessidade de adoção de hábitos alimentares saudáveis, atividade física e controle do estresse como medidas preventivas contra a manifestação da doença. Confira alguns tópicos importantes:

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Alimentação - a adoção de uma dieta saudável é um componente muito importante da prevenção primária da hipertensão arterial, sendo necessário manter o peso adequado, reduzir o consumo de sal, moderar o de álcool, controlar o de gorduras e incluir alimentos ricos em potássio na alimentação diária.

Peso corporal – o índice de massa corporal dever variar entre 18,5 e 24,9 kg/m2. Além disso, é importante que a circunferência da cintura não seja superior a 102 cm para os homens e 88 cm para as mulheres. Quando houver sobrepeso ou obesidade, a perda de 5% a 10% do peso inicial já traz benefícios.

Atividade física- a relação entre atividade física e incidência de hipertensão é inversamente proporcional, ou seja, quanto mais nos movimentamos, menor a chance dos vasos sangüíneos se contraírem e, portanto, de elevação da pressão arterial. Na população geral, a prática regular de exercícios aeróbicos reduz a pressão arterial na clínica em média em 3 mmHg.

Tabagismo - o fumo é o único fator de risco totalmente evitável de doença e morte cardiovasculares. Programas agressivos de controle do tabagismo se associam à diminuição de mortes cardiovasculares em curto prazo.

Estresse - há evidências de relação causa-efeito entre estresse emocional e aumento da pressão arterial e da reatividade cardiovascular. O estresse crônico também pode contribuir para o desenvolvimento da hipertensão. Assim, o controle do estresse emocional é necessário na prevenção primária da hipertensão arterial.


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