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Especial Viva Saúde - Junho/2006
 
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  Sexo com proteção
Fique atento para que as doenças sexualmente transmissíveis, as DST, não atrapalhem seu prazer e comprometam sua saúde

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que ocorram 340 milhões de casos de doenças sexualmente transmissíveis (DST), por ano, no mundo. Isso sem contar herpes genital e HPV (Papilomavírus Humano, que pode causar câncer do colo uterino). Só no Brasil, também segundo estimativa da OMS, ocorrem cerca de 12 milhões de casos de DST ao ano. Interpretada como um grave problema de saúde pública, as DST podem causar disfunções sexuais, esterilidade, aborto, nascimento de bebês prematuros, ou com infecção congênita (transmitida pela mãe), problemas físicos ou mentais, e até levar à morte. Outro problema é que as DST são uma porta aberta para a infecção pelo HIV. Tudo isso pode ser facilmente evitado com o uso de preservativos nas relações sexuais.

Conhecer sobre DST e sexo seguro é fundamental para afastar esses riscos. Por isso é importante seguir somente orientações de profissionais de saúde e dispensar dicas e conselhos de parentes, vizinhos, amigos e balconistas de farmácias, que têm sempre uma receitinha em mãos. Os postos de saúde são uma boa opção quando surgir dúvidas se aquela coceira ou corrimento é uma DST. No Brasil, testes para sífilis e aids são gratuitos nos serviços públicos de saúde.

Outra boa notícia é que o tratamento das DST é barato e gratuito. Mesmo com essa vantagem, não dá pra arriscar. Assim que terminar o tratamento, é fundamental voltar ao profissional de saúde pra checar se está tudo bem. Algumas dessas doenças podem não apresentar sinais ou sintomas visíveis, embora ainda estejam atuando no corpo, podendo voltar e apresentar outras complicações mais tarde. Vale lembrar algumas dicas essenciais para o tratamento dessas doenças: o medicamento deve ser utilizado sempre nos horários e doses receitados pelo médico e o parceiro também deve ser tratado para que a infecção não volte a ocorrer. Afinal, quem ama cuida.

Hepatite

Infecção das células hepáticas pelo HBV (Hepatitis B Virus) que pode se manifestar por uma infecção subclínica até ser progressiva e fatal.
Sintomas: falta de apetite, febre, náuseas, vômitos, diarréia, dores articulares, icterícia (amarelamento da pele e mucosas).
Transmissão: sangue e líquidos contaminados por sangue, sêmen e secreções vaginais.
Prevenção: vacina, sexo protegido e cuidados com a manipulação do sangue.
Tratamento: somente os sintomas e as complicações são tratados.

Sífilis

Divide-se em primária, secundária, latente e terciária. Quando transmitida da mãe para o feto é chamada de sífilis congênita.
Sintomas: surge uma pequena ferida na boca e/ou genitais (pênis, vagina, anus). Depois de um tempo desaparece, mesmo sem tratamento, dando a sensação de cura. Após um período médio de seis a oito semanas aparecem manchas avermelhadas principalmente no tronco, na palma das mãos e na planta dos pés e ocorre ainda queda de cabelos. Se a enfermidade não for tratada pode ficar um determinado período sem sintomas (latente) e após isso evoluir para sífilis terciária com complicações cardíacas e neurológicas, entre outras.
Transmissão: relações sexuais desprotegidas, através de transfusão de sangue e da mãe infectada para o bebê durante a gestação.
Prevenção: uso de preservativo nas relações.
Tratamento: procure um profissional de saúde.

Aids

Aids é a sigla, em inglês, para Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. A doença é provocada por vírus, o HIV, que ataca células do sistema imunológico, deixando o corpo mais suscetível à ação de outras doenças. Ainda não há cura nem vacina que possa proteger as pessoas do HIV. A prevenção é a melhor arma contra a epidemia.
Sintomas: não se manifesta da mesma forma em todas as pessoas. Entretanto, os sinais iniciais são geralmente semelhantes e, além disso, comuns a outras enfermidades. São eles: febre persistente, calafrios, dor de cabeça, dor de garganta, dores musculares, manchas na pele, gânglios ou ínguas embaixo do braço, no pescoço ou na virilha e que podem levar muito tempo para desaparecer. Com a progressão da doença e com o comprometimento do sistema imunológico do indivíduo, começam a surgir males oportunistas como tuberculose, pneumonia, alguns tipos de câncer, candidíase e infecções do sistema nervoso (toxoplasmose e as meningites).
Transmissão: por meio de sexo vaginal, anal ou oral sem camisinha com pessoa infectada. Mais de um indivíduo usar a mesma seringa ou agulha também representa risco, assim como usar instrumentos que furam ou cortam sem esterelização. O vírus pode ser transmitido em transfusão de sangue contaminado. A infecção da mãe para o filho durante a gravidez, no parto e na amamentação são outras formas de adquirir o HIV se não for feito o tratamento adequado antes ou após o nascimento.
Prevenção: uso de camisinha em todo tipo de relação sexual, inclusive com marido, esposa ou namorado, não compartilhar agulhas ou seringas, evitar contato com objetos cortantes não esterilizados e assegurar-se de que seu dentista faz a desinfecção dos equipamentos odontológicos entre um paciente e outro.
Tratamento: é feito de acordo com o estado de saúde de cada pessoa e a escolha dos medicamentos depende de uma avaliação do médico, que pedirá exames específicos antes de optar pela melhor terapia. No Brasil, o governo distribui gratuitamente todos os medicamentos, inclusive os mais modernos do mundo. Ao todo, são 17 tipos de anti-retrovirais oferecidos às pessoas que vivem com HIV/aids.

Herpes

Infecção recorrente, ela aparece e desaparece sozinha. Depois do contato, o vírus herpes pode permanecer no organismo e é transmissível, mesmo sem aparecerem os sintomas.
Sintomas: pequenas bolhas que aparecem na boca e nos genitais (pênis, vagina, anus). Quando se rompem, podem causar dor, coceira, formando uma ferida, que, depois de alguns dias, desaparece. Os sintomas podem reaparecer de tempos em tempos.
Transmissão: qualquer tipo de relação sexual desprotegida. A infecção acontece quando as bolhas se rompem e o líquido entra em contato com a mucosa da boca ou da região ano-genital do parceiro.
Prevenção: uso de preservativo em todas as relações sexuais.
Tratamento: procure um profissional de saúde para fazer o tratamento adequado, de acordo com seu caso.

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