Em razão da escassez de opções pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e dos altos custos dos tratamentos particulares, muitas vezes os casais acabam desistindo do sonho de ter filhos. Por isso, um grupo de 50 profissionais da área de saúde criou, em São Paulo, o Projeto Beta, primeiro centro privado especializado em medicina reprodutiva que trata a infertilidade com “responsabilidade social”. Ou seja: adapta os custos de tratamento à classificação socioeconômica de cada casal. No caso do microempresário do Espírito Santo, Marcelo Moulin, de 37 anos, que ficou estéril por conta de um câncer linfático na infância, o procedimento chamado de ICSI, que em outros centros lhe estimaram de R$ 10 mil a R$ 12 mil, poderá ser realizado por cerca de R$ 4,5 mil. Existem diversas técnicas de reprodução assistida, cada uma para um caso específico: inseminação intrauterina (IIU), fertilização in vitro (FIV), etc. tudo depende da qualidade e da quantidade de espermatozóides disponível.
De qualquer forma, vale a analogia feita pelo urologista Marcelo Vieira, de São Paulo, para os casais que tenham como causa da infertilidade conjugal um fator masculino tratável e que optam por reprodução humana: “O tratamento da infertilidade é como uma escada: podemos pular do solo ao último degrau ou subir passo a passo. Muitos têm a ilusão de que, devido à tecnologia envolvida, a gravidez está garantida. Sabemos que não é assim. Minha recomendação é, principalmente, o tratamento da causa primeiro, deixando as técnicas de reprodução para os casos de falha”.
Projeto Beta: avenida Angélica, 688, auditório do 1º andar. Próximas palestras sobre reprodução assistida: nos dias 8 e 29 de julho. Inscrições pelo telefone (11 3826-7017, SP).