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Edição 26 - Junho/2006
 
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  Tratamento alternativo é o bicho
Donos de cães e gatos recorrem cada vez mais às terapias alternativas para cuidar de seus mascotes. Confira os benefícios que alguns desses métodos podem oferecer aos animais

POR LILIAN HIRATA
ILUSTRAÇÕES KRIKA

Sabe-se que terapias alternativas, como acupuntura e fitoterapia, são usadas há milênios para tratar problemas físicos e emocionais que acometem a humanidade. O que poucos sabem é que o uso dessas técnicas em animais é tão antigo quanto em seres humanos. Na China, há relatos de que no período da Dinastia Chang (1765 a 1123 A.C) os cavalos feridos em batalhas já eram submetidos a tratamento com agulhas aplicadas em pontos estratégicos do corpo. A homeopatia, inclusive, já é reconhecida como especialidade médico-veterinária há quase dez anos pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária. E apesar dos avanços e da invasão da tecnologia - capaz de garantir aos animais remédios, vacinas e exames diagnósticos de última geração, bem como intervenções cirúrgicas delicadas e eficazes que vão desde uma simples castração até a retirada de tumores - a procura por tratamentos coadjuvantes e menos invasivos em veterinária cresce a cada dia. Em Cingapura, por exemplo, um zoológico passou a realizar sessões de acupuntura em cavalos, orangotangos e até tartarugas. Mas os animais domésticos é o que mais têm sido favorecido com a série de opções oferecidas pelas clínicas. Não há dados oficiais sobre este crescimento. Porém, é notável o aumento do número de profissionais e locais especializados em veterinária alternativa. A Pet Center, por exemplo, a maior clínica de São Paulo no setor de lojas para animais, há três meses, agregou aos seus serviços as técnicas de acupuntura, cromoterapia, fitoterapia, quiropraxia, massoterapia e florais. De acordo com Valéria Corrêa, gestora clínica do local, essa decisão é resultado da intensa procura dos clientes.

Mas, na prática, essas terapias realmente funcionam no reino animal? Segundo os especialistas, os resultados de muitos desses tratamentos considerados alternativos são baseados em relatos e experiências individuais de donos de animais e de médicos veterinários - e não em estudos científicos. Daí a necessidade maior de se buscar sempre profissionais realmente habilitados para evitar riscos à saúde dos mascotes. Outros veterinários alertam ainda para o cuidado de se recorrer a este tipo de medicina somente como recurso coadjuvante.

O ideal, garantem, seria equilibrar várias terapias com o intuito de oferecer o melhor para os bichinhos. "Se o animal estiver com uma dor intensa, utilizo medicamentos tradicionais até que ele se sinta melhor para só então dar continuidade ao tratamento com outras técnicas", orienta o veterinário Adriano Caquetti, de São Paulo.

Vale lembrar ainda que, em se tratando de cuidados alternativos, cada mascote terá um tipo de terapia personalizada, mesmo em casos de enfermidades idênticas. O tratamento dependerá de uma série de fatores, desde o resultado de avaliações clínicas e laboratoriais até a conversa do veterinário com o dono do bichinho. Mais ou menos como precisaria ocorrer com humanos, antes de indicar um tratamento, o médico dos mascotes deve levar em conta hábitos, histórico médico e até as características da raça.

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