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| Ele é o especialista habilitado para prescrever a imunoterapia |
Certamente você conhece alguma pessoa que tenha alergia. Seja ela respiratória
ou de pele, associada a poeira, alimentos, medicamentos, insetos, derivados
do látex ou qualquer outro alérgeno presente no meio ambiente. Independentemente
da causa, essa reação comum a todos os casos nada mais é do que uma hipersensibilidade
- uma resposta exagerada - do organismo a substâncias consideradas estranhas
por ele. O que boa parte da população desconhece é a existência de um
médico especializado na descoberta e tratamento desses quadros alérgicos:
o alergologista.
É por isso que o dermatologista e o pneumologista são os primeiros médicos
a serem procurados por quem desenvolve uma coceira ou vermelhidão na pele
ou começa a sofrer de rinite alérgica, por exemplo. Mas isso não deveria
ocorrer. Segundo a especialista em alergologia, Maria de Fátima Marcelos
Fernandes, diretora da Associação Brasileira de Alergologia e Imunopatologia
(ASBAI), esses profissionais não são habilitados para tratar doenças de
origem alérgica. "Embora possam ajudar a diagnosticar esse tipo de enfermidade
e trabalhar em conjunto para solucioná-la, em caso de suspeita de alergia,
eles deveriam encaminhar o paciente ao alergologista. Este, por sua vez,
irá realizar exames específicos para descobrir a causa do problema alérgico
e os agentes capazes de desencadear as crises, para só então providenciar
o tratamento", explica a médica.
Segundo Maria de Fátima, existem certos procedimentos que são uma prática
exclusiva do alergologista. As doenças alérgicas são, na maioria das vezes,
de origem genética e é dever desse especialista fazer o acompanhamento
de pessoas que tenham o pai e a mãe com problemas alérgicos. "A prevenção
é feita através de medicamentos e modulação do sistema imunológico do
paciente por meio de imunoterapia, um tratamento com vacinas", diz.
Mas não é só. Ele atua também no tratamento das crises, mediante a prescrição
de remédios para evitar que o processo inflamatório continue ou para diminuir
os sintomas mais graves, como uma falta de ar, por exemplo.
O alergologista no Brasil
Para atuar no combate às alergias, o médico depois dos seis anos de Medicina
precisa fazer dois anos de residência médica em clínica geral e mais dois
anos em alergologia. Estima-se que no país existam cerca de 1300 profissionais
atuando nesta área, sendo que 60% deles possuem o título de especialista
pela ASBAI, órgão responsável por fiscalizar a profissão no Brasil.
POR
QUE CUIDAR? |
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Há quem subestime as alergias, mas elas podem provocar
sintomas muito perigosos e até matar. A anafilaxia é uma reação grave
a alérgenos que, de tão exagerada, compromete todo o organismo, dificultando
a respiração e causando perda de consciência. A forma mais grave desse
quadro - o choque anafilático - geralmente acaba em morte caso não
haja atendimento urgente. As crises de asma, que causam chiado no
peito, falta de ar e muita tosse, se não tratadas, prejudicam os pulmões
e podem provocar a morte. Outra doença conhecida, a rinite alérgica,
desencadeada por poeira ou mofo, provoca a obstrução das vias nasais,
além de coceira nos olhos, na garganta, no ouvido e no céu da boca. |
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