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Edição 26 - Junho/2006
 
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o especialista
  O INVESTIGADOR DE ALERGIAS
Especialista nas reações exageradas do organismo aos mais diversos agentes, o alergologista é o médico mais indicado para diagnosticar e tratar qualquer doença alérgica

POR VICTOR FERREIRA

FOTO: SÍMBOLO
Ele é o especialista habilitado para prescrever a imunoterapia

Certamente você conhece alguma pessoa que tenha alergia. Seja ela respiratória ou de pele, associada a poeira, alimentos, medicamentos, insetos, derivados do látex ou qualquer outro alérgeno presente no meio ambiente. Independentemente da causa, essa reação comum a todos os casos nada mais é do que uma hipersensibilidade - uma resposta exagerada - do organismo a substâncias consideradas estranhas por ele. O que boa parte da população desconhece é a existência de um médico especializado na descoberta e tratamento desses quadros alérgicos: o alergologista.

É por isso que o dermatologista e o pneumologista são os primeiros médicos a serem procurados por quem desenvolve uma coceira ou vermelhidão na pele ou começa a sofrer de rinite alérgica, por exemplo. Mas isso não deveria ocorrer. Segundo a especialista em alergologia, Maria de Fátima Marcelos Fernandes, diretora da Associação Brasileira de Alergologia e Imunopatologia (ASBAI), esses profissionais não são habilitados para tratar doenças de origem alérgica. "Embora possam ajudar a diagnosticar esse tipo de enfermidade e trabalhar em conjunto para solucioná-la, em caso de suspeita de alergia, eles deveriam encaminhar o paciente ao alergologista. Este, por sua vez, irá realizar exames específicos para descobrir a causa do problema alérgico e os agentes capazes de desencadear as crises, para só então providenciar o tratamento", explica a médica.

Segundo Maria de Fátima, existem certos procedimentos que são uma prática exclusiva do alergologista. As doenças alérgicas são, na maioria das vezes, de origem genética e é dever desse especialista fazer o acompanhamento de pessoas que tenham o pai e a mãe com problemas alérgicos. "A prevenção é feita através de medicamentos e modulação do sistema imunológico do paciente por meio de imunoterapia, um tratamento com vacinas", diz.

Mas não é só. Ele atua também no tratamento das crises, mediante a prescrição de remédios para evitar que o processo inflamatório continue ou para diminuir os sintomas mais graves, como uma falta de ar, por exemplo.

O alergologista no Brasil

Para atuar no combate às alergias, o médico depois dos seis anos de Medicina precisa fazer dois anos de residência médica em clínica geral e mais dois anos em alergologia. Estima-se que no país existam cerca de 1300 profissionais atuando nesta área, sendo que 60% deles possuem o título de especialista pela ASBAI, órgão responsável por fiscalizar a profissão no Brasil.

POR QUE CUIDAR?
  Há quem subestime as alergias, mas elas podem provocar sintomas muito perigosos e até matar. A anafilaxia é uma reação grave a alérgenos que, de tão exagerada, compromete todo o organismo, dificultando a respiração e causando perda de consciência. A forma mais grave desse quadro - o choque anafilático - geralmente acaba em morte caso não haja atendimento urgente. As crises de asma, que causam chiado no peito, falta de ar e muita tosse, se não tratadas, prejudicam os pulmões e podem provocar a morte. Outra doença conhecida, a rinite alérgica, desencadeada por poeira ou mofo, provoca a obstrução das vias nasais, além de coceira nos olhos, na garganta, no ouvido e no céu da boca.
   


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