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  Corte o mal com a raiz
Apesar do aspecto pouco simpático, o gengibre deveria estar no centro das atenções não somente na época das festas juninas. Afinal, essa raiz é rica em propriedades terapêuticas

POR PATRICIA AFFONSO

com a chegada do mês de junho, uma raiz utilizada como condimento e remédio caseiro há pelo menos 5000 anos começa a ganhar espaço nos carrinhos de supermercado e sacolas de feira. Afinal, assim como a camisa xadrez, as bandeirinhas, a fogueira e a dança de quadrilha, o gengibre tem presença garantida nas festas juninas, como ingrediente principal do quentão, bebida obrigatória para aquecer os ânimos dos convidados.

Os méritos dessa especiaria de aspecto nada agradável, porém, não ficam restritos a isso. Originária da Ásia, essa raiz tem sido estudada e reconhecida por suas propriedades terapêuticas que não param de ser descobertas por diversos órgãos, universidades e centros de pesquisa em todo o mundo.

Quase um remédio

A propriedade descongestionante do gengibre não é novidade. Segundo a nutricionista Flávia Bulgarelli, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), chás feitos com pedaços da raiz são indicados para o combate de gripes, resfriados, tosse e até mesmo para curar a ressaca. "Também funcionam como anti-séptico e antiinflamatório, ajudando nos males que acometem as vias respiratórias e garganta", afirma Flávia. É por isso que profissionais que dependem da voz (cantores e professores, por exemplo) vivem consumindo xaropes e balas de gengibre.

Até a Organização Mundial de Saúde (OMS) se rendeu aos encantos da raiz, reconhecendo sua ação sobre o sistema digestivo. "Ingerir gengibre facilita a digestão e evita enjôos e náuseas", explica a nutricionista. Sua função bactericida também o faz um ótimo remédio para ferimentos e úlceras.

Estudos recentes revelam ainda possível ação anticancerígena. Segundo pesquisadores do Instituto Hormel, da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, o gingerol, substância responsável pelo sabor exótico do gengibre, seria capaz de deixar mais lento o crescimento dos tumores de intestino. Já experiências da Universidade de Michigan (EUA) apontam o pó extraído da raiz como um ótimo coadjuvante no tratamento do câncer de ovário, por levar as células cancerígenas a cometerem apoptose (espécie de suicídio) e autofagia (canibalismo).

E estudos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) atestaram os benefícios da raiz para a circulação sangüínea. Se essa propriedade for comprovada, o gengibre poderá ser indicado até para casos de disfunção erétil no futuro. A nutricionista Flávia Bulgarelli lembra que "um indício dessa contribuição para o sexo masculino já é o fato de o alimento ter sido popularmente rotulado como afrodisíaco há muito tempo". Agora, confesse: você verá com outros olhos aqueles caules amarelados e retorcidos, não?

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