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Edição 25 - Maio/2006
 
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  Ataque silencioso ao fígado
Mal que avança sem dar sinais por até 20 anos, a hepatite C pode levar à morte. O diagnóstico precoce é fundamental

POR ROSE MERCATELLI

POR ROSE MERCATELLI

Ela é muito dissimulada. Por isso, pode passar de 10 a 20 anos lesando o fígado, um dos órgãos mais importantes do organismo, sem dar sequer um sinal de sua presença. E é justamente esse silêncio que, em boa parte, preocupa os médicos. De cada 100 pessoas contaminadas com o vírus da hepatite C, 80 podem se tornar portadoras crônicas da doença. Alguns pesquisadores acreditam que esse número pode ser ainda maior. Segundo os especialistas, 85% dos infectados que não são tratados no início da doença desenvolvem a forma crônica. E o estado de alerta é geral. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que a infecção esteja presente em 200 milhões de pessoas no planeta. "Isso sem contar os 57 países do Oriente Médio, Leste Europeu, África e Ásia que não têm dados sobre a enfermidade", revela a infectologista Maria Cássia Mendes Corrêa, do Hospital das Clínicas, ligado à Universidade de São Paulo, e da Unidade de Referência para Doenças Infecciosas Preveníveis (Urdip), que pertence à Faculdade de Medicina do ABC.

Descoberto e classificado em 1989, o VHC (vírus da hepatite C) faz parte de um grupo de outros vírus que costumam atacar o fígado causando a hepatite. Esta é a inflamação no órgão que pode gerar danos leves ou doenças graves como tumores malignos.

Nesse quesito, ela é a que motiva maiores preocupações nos médicos. Primeiro porque o número de infectados é alarmante. Segundo por ser assintomática - muitas vezes seu portador nem desconfia da presença da doença e não procura tratamento. Dessa maneira, pode se tornar crônica e provocar seqüelas irreversíveis. De cada 100 pacientes com hepatite C, 20 poderão desenvolver cirrose hepática e, desse total, cinco correm o risco de ter tumor de fígado do tipo carcinoma.

ATENÇÃO
 

Se existe a possibilidade de ter se contaminado com o vírus, procure um médico para tirar a dúvida. Os casos considerados de maior risco são:

• Quem recebeu transfusões de sangue antes de 1990.
• Pacientes que passaram por transplantes ou cirurgias antes de julho de 1992.
• Pessoas que receberam anticoagulantes concentrados antes de 1987.
• Pacientes em hemodiálises e diálises.
• Usuários e ex-usuários de drogas injetáveis e aspiradas (os canudos se contaminam com o sangue do nariz), mesmo aqueles que tenham sido consumidores eventuais.
• Profissionais da saúde e de segurança pública, médicos, dentistas, enfermeiros, bombeiros, policiais.
• Crianças nascidas de mães portadoras do vírus da hepatite C.
• Pessoas de vida sexual ativa que mantenham relações com múltiplos parceiros ou parceiros não estáveis e que não costumam usar preservativos. Ainda que a maior via de transmissão não seja o sexo, é bom ficar atento a essa questão.

   

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