
É muito fácil se encantar com um coelho de verdade. De olhos vermelhos
e pêlo branquinho, meu pulo é bem alto, eu sou coelhinho...,
já diz a música aprendida na pré-escola. Tem ainda o simpático Pernalonga,
personagem dos desenhos animados, que ajuda a reforçar a idéia de um animal
'boa praça'. E nessa época de Páscoa, então, o bichinho também ganha fama
de generoso por 'distribuir' ovos de chocolate para as crianças. Mas do
imaginário coletivo ele pode passar para o quintal de sua casa. Criar
um roedor desses é mais simples do que muita gente pensa. Com cuidados
básicos, o orelhudo pode se tornar um grande companheiro sem dar muito
trabalho - a maioria raramente transmite doenças ao homem e é de fácil
convívio. O difícil, na verdade, parece ser escolher uma dentre as mais
de 60 espécies conhecidas, de cores e tamanhos variados.
Uma vez eleito o novo mascote (para adotá-lo é preciso que ele tenha
de dois a três meses), o primeiro passo é levá-lo ao veterinário para
um exame de praxe. Ao contrário de cães e gatos, o coelho não precisa
tomar vacinas e se bem tratado dificilmente adoece. Vermífugos também
são dispensados - são receitados apenas em casos de confirmação de vermes
ou parasitas, o que não acontece com freqüência.
Em casa, é preciso providenciar a devida acomodação ao animal. Existem
gaiolas específicas, de vários tamanhos, mas o espaço recomendado pelos
especialistas é de no mínimo meio metro quadrado. E a grade deve ser removível
para facilitar a limpeza.
Segundo os veterinários, um hábito característico desse roedor é comer
as próprias fezes, quando estão duras e úmidas. Isso não significa, contudo,
que ele seja sujo. Pelo contrário, trata-se de um bichinho bastante asseado
que está sempre se limpando com suas lambidas. Tanto que os banhos são
desaconselhados à espécie.
Como é um animal sensível, sua temperatura corporal deve ficar entre
4,5ºC e 27ºC. Por isso, a exposição ao sol segue o esquema humano, ou
seja, antes das dez da manhã e após as quatro da tarde, em curtos períodos.
É preciso ainda deixar água fresca por perto para que ele possa beber.
Já no inverno, caso a temperatura exterior esteja muito baixa, há a necessidade
de um aquecedor bem regulado na própria gaiola.
TIPO 'CHAVEIRINHO'
Resultados
de cruzamentos específicos entre determinadas espécies de um mesmo animal
com tamanho reduzido, surgem agora os animais anões. E a sensação do momento
é o coelho anão. Isso mesmo: descendente de uma linhagem holandesa, seu
comprimento varia entre 25 cm e 45 cm - bem menor que um normal, que chega
a medir até 65 cm. Como as funções de uma espécie tradicional já são aceleradas,
as do mini coelho são ainda mais (quanto menor, mais rápido o metabolismo).
Por essa razão, seu período de vida pode alcançar de dois a, no máximo,
seis anos.
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