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Edição 24 - Abril/2006
 
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  Parece de pelúcia mas não é
Ter um coelho fofo desse em casa requer alguns cuidados básicos. Mas nada muito complicado para que ele viva com saúde e longevidade

POR PATRICIA ROMANO
FOTO FERNANDO GARDINALI

É muito fácil se encantar com um coelho de verdade. De olhos vermelhos e pêlo branquinho, meu pulo é bem alto, eu sou coelhinho..., já diz a música aprendida na pré-escola. Tem ainda o simpático Pernalonga, personagem dos desenhos animados, que ajuda a reforçar a idéia de um animal 'boa praça'. E nessa época de Páscoa, então, o bichinho também ganha fama de generoso por 'distribuir' ovos de chocolate para as crianças. Mas do imaginário coletivo ele pode passar para o quintal de sua casa. Criar um roedor desses é mais simples do que muita gente pensa. Com cuidados básicos, o orelhudo pode se tornar um grande companheiro sem dar muito trabalho - a maioria raramente transmite doenças ao homem e é de fácil convívio. O difícil, na verdade, parece ser escolher uma dentre as mais de 60 espécies conhecidas, de cores e tamanhos variados.

Uma vez eleito o novo mascote (para adotá-lo é preciso que ele tenha de dois a três meses), o primeiro passo é levá-lo ao veterinário para um exame de praxe. Ao contrário de cães e gatos, o coelho não precisa tomar vacinas e se bem tratado dificilmente adoece. Vermífugos também são dispensados - são receitados apenas em casos de confirmação de vermes ou parasitas, o que não acontece com freqüência.

Em casa, é preciso providenciar a devida acomodação ao animal. Existem gaiolas específicas, de vários tamanhos, mas o espaço recomendado pelos especialistas é de no mínimo meio metro quadrado. E a grade deve ser removível para facilitar a limpeza.

Segundo os veterinários, um hábito característico desse roedor é comer as próprias fezes, quando estão duras e úmidas. Isso não significa, contudo, que ele seja sujo. Pelo contrário, trata-se de um bichinho bastante asseado que está sempre se limpando com suas lambidas. Tanto que os banhos são desaconselhados à espécie.

Como é um animal sensível, sua temperatura corporal deve ficar entre 4,5ºC e 27ºC. Por isso, a exposição ao sol segue o esquema humano, ou seja, antes das dez da manhã e após as quatro da tarde, em curtos períodos. É preciso ainda deixar água fresca por perto para que ele possa beber. Já no inverno, caso a temperatura exterior esteja muito baixa, há a necessidade de um aquecedor bem regulado na própria gaiola.

TIPO 'CHAVEIRINHO'

Resultados de cruzamentos específicos entre determinadas espécies de um mesmo animal com tamanho reduzido, surgem agora os animais anões. E a sensação do momento é o coelho anão. Isso mesmo: descendente de uma linhagem holandesa, seu comprimento varia entre 25 cm e 45 cm - bem menor que um normal, que chega a medir até 65 cm. Como as funções de uma espécie tradicional já são aceleradas, as do mini coelho são ainda mais (quanto menor, mais rápido o metabolismo). Por essa razão, seu período de vida pode alcançar de dois a, no máximo, seis anos.

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