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Edição 23 - Março/2006
 
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  Dor nas juntas
A artrite reumatóide é uma doença crônica de causa desconhecida e se caracteriza por inflamação persistente nas articulações, causando grande incômodo. Descubra como diagnosticá-la e as formas de tratamento disponíveis

POR ROSE MERCATELLI

Algumas vezes, ela chega de forma branda: uma dor incômoda nas juntas das mãos e uma certa rigidez ao levantar de manhã. Em outras, de cara, a dor intensa nas articulações vem acompanhada de vermelhidão nos locais afetados e restrição de movimentos. Os sinais indicativos do distúrbio variam tanto em quantidade e intensidade que, não raro, ele pode ser confundido com outras enfermidades. Trata-se da artrite reumatóide (AR), uma doença crônica auto-imune (ou seja, aquela na qual, por razões desconhecidas, o sistema de defesa do indivíduo começa a produzir substâncias que se voltam contra seu próprio corpo, como se determinadas estruturas fossem um inimigo a ser destruído).

Sua principal característica é a inflamação nas articulações, em especial dos dedos das mãos e dos pés, embora outros órgãos ou tecidos como pele, coração, pulmão e olhos também possam ser atingidos.

A AR é um distúrbio relativamente comum e chega a atingir de 1 a 1,5% da população. Suas vítimas preferidas são as mulheres - na proporção de três para um homem - em geral na faixa etária entre 25 a 50 anos.

A medicina ainda não sabe ao certo quais são suas causas. Porém, os especialistas afirmam que existe uma predisposição genética para a doença, tanto que certos genes ligados a ela já foram identificados. Entretanto, a hereditariedade por si só não desencadeia o problema. É necessário também que estejam presentes vários fatores ambientais ou estímulos externos, que ainda não foram mapeados pela ciência, para que se desenvolva o quadro. Um desses fatores pode ser uma infecção microbiana aguda ou crônica que, segundo os pesquisadores, muitas vezes é o gatilho que desencadeia o mal.

Excesso de líquidos
Na artrite reumatóide, células do sistema de defesa (ou imune) proliferam na membrana sinovial que reveste a articulação. Esta, para se defender do ataque, começa a produzir substâncias inflamatórias. Dessa forma, o tecido sinovial local prolifera, cresce e começa a então a invadir as outras estruturas e a produzir mais inflamação.

Por conta de todo esse processo, ocorre um excesso de líquidos na região, ocasionando inchaço. Ao mesmo tempo, aumenta também a circulação sanguínea na articulação, que fica quente e avermelhada. As células inflamatórias presentes ali continuam a liberar mais e mais enzimas, causando dores, irritação e aumento de líquido dentro da articulação.

Se a situação persistir sem controle durante muitos anos, as substâncias produzidas por todo esse processo inflamatório acabam por deteriorar completamente cartilagens, ossos, tendões e ligamentos que fazem parte das articulações provocando lesões e deformidades irreversíveis.

Mas nem sempre os primeiros sintomas da doença são dor e inchaço nas juntas. Alguns pacientes freqüentemente se queixam de sinais semelhantes aos de gripe, com dores musculares e fadiga. Essa situação pode persistir por um bom tempo, sem que a verdadeira causa seja descoberta.

Porém o seu principal sintoma continua sendo a dor nas articulações. Primeiro ela aparece nos dedos das mãos, punhos, cotovelos, ombros, quadris, tornozelos e dedos dos pés. Em geral, o incômodo começa em uma ou duas articulações e depois atinge outras.


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