TENTAÇÕES URBANAS
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| Ao escolher um sanduíche, dê preferência aos ingredientes leves
e frescos |
Comer na rua requer bom senso. "Certos alimentos vendidos por aí podem
fazer parte do cardápio de uma pessoa saudável, desde que consumidos esporadicamente.
Quando passam à ingestão rotineira, tendem a causar comprometimento na
qualidade nutricional", diz a endocrinologista e nutróloga Ellen Simone
Paiva (SP). Confira algumas dicas para evitar problemas:
PASTEL DE FEIRA: verifique se os funcionários da barraquinha
vestem roupas adequadas e se o óleo utilizado para a fritura está limpo.
Prefira os recheios mais simples, como de queijo ou pizza (queijo e tomate).
Os de camarão, bacalhau e palmito, apesar de saborosos, devem ser evitados
por serem mais perecíveis.
CACHORRO-QUENTE: preste atenção à higiene do local onde
é servido. Além disso, trata-se de um alimento muito calórico (não pelo
pão, mas pela soma dos recheios, como batata frita, bacon, maionese e
os molhos). E embora muita gente coma dois ou três como refeição, em pouco
tempo a fome bate novamente. Ou seja, esse sanduíche não satisfaz do ponto
de vista nutricional.
FRUTAS: as frutas vendidas cortadas e expostas em bancas
são proibidas pela Vigilância Sanitária pelo alto grau de contaminação
a que estão submetidas. Prefira saboreá-las em casa.
SANDUÍCHE NATURAL: o problema é que a maioria possui
maionese, que de natural não tem nada. Aliás, mesmo feita artesanalmente,
é o alimento com maior risco de contaminação pela salmonela. Opte pelos
recheios leves e frescos.
DIETA DAS ESTRELAS
Carolina
Dieckmann, Daniela Escobar e Camila Morgado são algumas das atrizes que
já experimentaram o método de controle de peso desenvolvido pelo médico
Guilherme de Azevedo Ribeiro (RJ). Satisfeito com os resultados no consultório,
ele transformou sua experiência em livro e acaba de lançar Dieta Nota
10 (Editora Bertrand Brasil, R$ 25). "O prazer de comer não pode jamais
ser ignorado. É preciso ter disciplina, mas nada de proibição", explica.
Em linguagem simples e direta, o especialista responde as dúvidas mais
comuns sobre alimentação e saúde: é possível comer um bombom sem sair
da dieta? Beber líquidos durante as refeições engorda? Tomar remédios
para emagrecer é prejudicial à saúde?
Sal demais
Um estudo epidemiológico realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade
de São Paulo e pelo Hospital das Clínicas revelou um aumento do número
de casos de Tireóide Crônica Auto-imune, também conhecida por Tireóide
de Hashimoto (TH), em função do consumo excessivo de iodo contido no sal
de cozinha. Trata-se de uma doença na qual o próprio organismo produz
anticorpos contra a glândula tireóide, levando a uma inflamação crônica
que pode causar o aumento de seu volume (bócio) e diminuição de seu funcionamento
(hipotireoidismo). Segundo o coordenador da pesquisa, o endocrinologista
Geraldo Medeiros Neto, em 52% do total de pacientes, a concentração de
iodo na urina ultrapassou o nível máximo de 300 microgramas por litro.
Vale lembrar que a adição de iodo no sal é obrigatória no Brasil desde
1995. A carência do elemento no organismo é considerada um problema de
saúde pública, já que pode levar a doenças como o bócio.
FONTE: AGÊNCIA USP
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