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Edição 21 - Janeiro/2006
 
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Porções de bem-estar em seu cardápio

POR YARA ACHÔA

TENTAÇÕES URBANAS

Ao escolher um sanduíche, dê preferência aos ingredientes leves e frescos

Comer na rua requer bom senso. "Certos alimentos vendidos por aí podem fazer parte do cardápio de uma pessoa saudável, desde que consumidos esporadicamente. Quando passam à ingestão rotineira, tendem a causar comprometimento na qualidade nutricional", diz a endocrinologista e nutróloga Ellen Simone Paiva (SP). Confira algumas dicas para evitar problemas:
PASTEL DE FEIRA: verifique se os funcionários da barraquinha vestem roupas adequadas e se o óleo utilizado para a fritura está limpo. Prefira os recheios mais simples, como de queijo ou pizza (queijo e tomate). Os de camarão, bacalhau e palmito, apesar de saborosos, devem ser evitados por serem mais perecíveis.
CACHORRO-QUENTE: preste atenção à higiene do local onde é servido. Além disso, trata-se de um alimento muito calórico (não pelo pão, mas pela soma dos recheios, como batata frita, bacon, maionese e os molhos). E embora muita gente coma dois ou três como refeição, em pouco tempo a fome bate novamente. Ou seja, esse sanduíche não satisfaz do ponto de vista nutricional.
FRUTAS: as frutas vendidas cortadas e expostas em bancas são proibidas pela Vigilância Sanitária pelo alto grau de contaminação a que estão submetidas. Prefira saboreá-las em casa.
SANDUÍCHE NATURAL: o problema é que a maioria possui maionese, que de natural não tem nada. Aliás, mesmo feita artesanalmente, é o alimento com maior risco de contaminação pela salmonela. Opte pelos recheios leves e frescos.

DIETA DAS ESTRELAS

Carolina Dieckmann, Daniela Escobar e Camila Morgado são algumas das atrizes que já experimentaram o método de controle de peso desenvolvido pelo médico Guilherme de Azevedo Ribeiro (RJ). Satisfeito com os resultados no consultório, ele transformou sua experiência em livro e acaba de lançar Dieta Nota 10 (Editora Bertrand Brasil, R$ 25). "O prazer de comer não pode jamais ser ignorado. É preciso ter disciplina, mas nada de proibição", explica. Em linguagem simples e direta, o especialista responde as dúvidas mais comuns sobre alimentação e saúde: é possível comer um bombom sem sair da dieta? Beber líquidos durante as refeições engorda? Tomar remédios para emagrecer é prejudicial à saúde?

Sal demais

Um estudo epidemiológico realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e pelo Hospital das Clínicas revelou um aumento do número de casos de Tireóide Crônica Auto-imune, também conhecida por Tireóide de Hashimoto (TH), em função do consumo excessivo de iodo contido no sal de cozinha. Trata-se de uma doença na qual o próprio organismo produz anticorpos contra a glândula tireóide, levando a uma inflamação crônica que pode causar o aumento de seu volume (bócio) e diminuição de seu funcionamento (hipotireoidismo). Segundo o coordenador da pesquisa, o endocrinologista Geraldo Medeiros Neto, em 52% do total de pacientes, a concentração de iodo na urina ultrapassou o nível máximo de 300 microgramas por litro. Vale lembrar que a adição de iodo no sal é obrigatória no Brasil desde 1995. A carência do elemento no organismo é considerada um problema de saúde pública, já que pode levar a doenças como o bócio.

FONTE: AGÊNCIA USP

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