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O que é zumbido?
Também conhecido como tinido, ele não é considerado uma doença por si
só, mas o sintoma de alguma patologia, assim como a febre ou a dor-de-cabeça.
Capaz de acometer homens e mulheres de todas as idades, sendo mais freqüente
em idosos, o zumbido caracteriza-se por uma sensação de som quando não
há nenhuma fonte externa para produzi-lo. Cada pessoa percebe o problema
de uma forma. Algumas relatam escutar um ruído agudo, fino, que lembra
um inseto, como uma abelha. Outras o comparam com o barulho de uma panela
de pressão ou de cachoeira. Quanto à sua freqüência, o ruído também pode
ser constante ou não. O que é quase uma regra nos relatos, no entanto,
é o fato de a manifestação sonora ser mais fraca durante o dia e se intensificar
ao anoitecer. Assim como a maneira de ouvir o zumbido varia de pessoa
para pessoa, o transtorno que ele pode causar também é diferente. Quando
o ruído é associado a emoções negativas - um período de estresse físico
ou emocional, por exemplo - ele se torna muito incômodo. Isso também ocorre
no caso de uma má orientação profissional, em que o especialista diz ao
paciente que aquela perturbação não tem cura. Há diversas classificações
para o zumbido, e sua gravidade depende da sensibilidade de cada um.
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Por que o escutamos?
Há várias hipóteses para o aparecimento desse ruído que geralmente começa
na parte interna do ouvido, a chamada orelha interna. Pode ser uma alteração
nos canais de sódio e de potássio ou na quantidade de células da região.
Com o tempo, é natural que a camada celular externa, considerada protetora,
diminua. No entanto, se essa perda for grande (o que costuma ocorrer com
exposição constante a ruídos ou o uso de alguns medicamentos), ela pode
desencadear o sintoma.
3 Quais
as causas?
Diferentemente do que muita gente imagina, o problema não está necessariamente
ligado a deficiências auditivas ou surdez. Estudos recentes mostram que
essa associação, aliás, só ocorre devido à atenção que se dá ao zumbido.
A pessoa fica tão focada nele que não presta atenção ao que os outros
dizem e acaba não compreendendo. Há diversos outros fatores envolvidos
na manifestação do som no ouvido, entre eles o próprio envelhecimento;
problemas otológicos (como cera no conduto auditivo, otite e labirintite);
alterações metabólicas de glicose, triglicérides e da tireóide; doenças
cardiovasculares; uso de alguns remédios, como os que contêm ácido acetilsalicílico,
determinados antiinflamatórios, diuréticos e antibióticos; complicações
odontológicas, como disfunção de ATM (articulação têmporomandibular) e
exposição à poluição sonora (pessoas que trabalham em fábricas sem proteção
auricular, motoristas de ônibus, músicos, etc).
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É normal ouvir esse tipo de ruído após sair de um local
barulhento?
Sim, porque ocorre a fadiga do ouvido. Mas uma pessoa que fica muito tempo
em ambiente silencioso também pode escutar zumbidos. O cérebro amplifica
qualquer barulho mínimo como forma de defesa do organismo. Quando acampamos,
por exemplo, o barulhinho que nem chamaria atenção durante o dia se transforma
em um grande ruído à noite. Isso porque estamos relaxados, silenciosos
e, neste momento, todos os nossos neurônios estão voltados a identificar
e reconhecer o som.
5 A
qual especialista devemos recorrer?
O ideal é procurar um médico otorrinolaringologista, especialista em
ouvido. Paralelamente, deve-se consultar um fonoaudiólogo para avaliar
a audição. A presença do zumbido não significa que a pessoa tem ou terá
problema auditivo. No entanto, isso pode acontecer. Assim, um dos primeiros
passos é investigar a capacidade auditiva.
6 Quais
exames fazem o diagnóstico?
A primeira avaliação a ser solicitada é a audiometria, capaz de medir
o poder da audição. Paralelamente à bateria básica de exames, pode ser
solicitada a logoaudiometria, que investiga a compreensão de fala, e um
exame específico para analisar uma parte do ouvido chamada orelha média,
local onde ocorre acúmulo de secreção em caso de inflamação. Esse é o
checkup básico para descartar a hipótese de um problema auditivo. A partir
daí, são indicadas outras avaliações clínicas (hemograma, teste ergométrico,
teste de glicemia...) em busca da real causa.
7 Há tratamento?
Sim, e o médico focará a terapia ou medicação de acordo com a causa do
zumbido. Por exemplo, uma pessoa com alteração no ouvido pelo excesso
de sal na alimentação fará uma dieta pobre no tempero; quem escuta o ruído
por conta da oscilação na pressão arterial deverá controlá-la. Podem ser
recomendados medicamentos para controle da ansiedade e da depressão, bem
como substâncias naturais, como ginkgo biloba, que tem se mostrado eficaz
no tratamento de zumbidos ligados à circulação local. Terapias alternativas
(acupuntura, técnicas de relaxamento...) também dão bons resultados, pois
cuidam do paciente como um todo. Há ainda a técnica de mascaramento (que,
como o próprio nome diz, disfarça o barulho por meio do uso de um aparelho
que emite um outro ruído constante), a terapia de habituação (capaz de
treinar o cérebro para mudar a percepção do zumbido) e a amplificação
(com um aparelho auditivo que amplifica os sons externos).