5. O que é melanoma?
É um tipo agressivo de câncer de pele que pode ou não se originar em pintas preexistentes. Apesar da baixa incidência (representa de 3% a 4% dos casos envolvendo tumores malignos), está entre os cânceres com alto índice de mortalidade. Todo câncer é uma degeneração que acontece na diferenciação celular, ou seja, as células, por alguma razão que nem sempre conseguimos detectar e explicar, mudam radicalmente seu comportamento biológico. Elas, então, passam a se dividir de forma desordenada, podendo se espalhar para outros órgãos e tecidos (metástase). No melanoma, esse processo pode ter início diretamente na pinta. Mas há casos em que se trata de um câncer do sistema melanocítico - os melanócitos (células que produzem a melanina) degeneram-se e desencadeiam o tumor.
6. Existe exame para identificar este tipo de câncer?
A dermatoscopia digital é uma avaliação complementar ao diagnóstico clínico e tem ajudado o médico a diagnosticar o melanoma mais precocemente, quando a doença ainda não se espalhou. Por um aparelho de luz e lente de aumento, é possível examinar diferentes estruturas da lesão suspeita. É digital porque usa o computador para aprimorar a técnica de interpretação do exame, que ainda é falha. Com esta tecnologia, é possível armazenar e documentar as imagens das pintas, para posterior comparação se houve ou está ocorrendo alteração, uma vez que o mais importante da regra do ABCD é perceber se as mudanças percebidas são dinâmicas, evolutivas.
7. Toda pinta suspeita deve ser retirada?
Não necessariamente, se houver condições de seguir e acompanhar a evolução da pinta. Mas, uma vez que essa suspeita é grande, a recomendação é a de que haja a remoção imediata, a chamada biópsia. A retirada é cirúrgica: após anestesia local, faz-se uma incisão para removê-la. Então, o material coletado é encaminhado para exame histopatológico - avaliação microscópica da lesão para conferir se é benigna ou maligna. Vale ressaltar que o ideal não é chegar a esse ponto.
A prevenção de qualquer tipo de câncer de pele deve ser primária (ter cuidado para que o tumor não surja) ou secundária (buscando o diagnóstico precoce). Como a maioria desses cânceres têm a ver com exposição solar, a recomendação é investir em medidas fotoprotetoras - desde o uso do filtro solar, chapéus, guarda-sóis e camisetas até a adoção de hábitos como evitar ir à praia das 10h às 16h , bem como fazer o auto-exame da pele (regra ABCD).

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