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Edição 20 - Dezembro/2005
 
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POR DANIELA TALAMONI

ATIVOS DA MACONHA CONTRA A ESCLEROSE MÚLTIPLA
Em junho, o primeiro medicamento derivado da planta cannabis foi liberado para o tratamento de pacientes com esclerose múltipla no Canadá. Agora, ele poderá ser importado também para o uso de britânicos atendidos pelo sistema público de saúde. Neste caso, porém, como o remédio ainda não foi liberado na Grã-Bretanha, haverá necessidade de uma receita específica e licença do Ministério do Interior para que a compra possa ser efetuada.

O governo britânico também pediu a uma comissão que monitore a segurança do produto. A novidade que tem causado polêmica é um spray bucal que contém os ingredientes ativos da maconha, o tetrahidrocannabiol e o canabidiol. Segundo os defensores da medicação, ela funcionaria como analgésico, aliviando sintomas como espasmos musculares e dores.

FONTE: BBC

P: O repouso é indicado para quem tem dores nas costas?
R:
Sim, porque diminui a inflamação e o incômodo. Por outro lado, se o tempo de repouso for prolongado também pode enrijecer as articulações, comprometer a cartilagem, diminuir a capacidade cardiopulmonar, a massa óssea e a massa muscular, além de gerar distúrbios emocionais como conseqüência da piora do quadro e da sensação de incapacidade. "Há evidências científicas que comprovam os benefícios de um bom condicionamento físico para a diminuição do desconforto. Por isso, técnicas específicas como RPG (Reeducação Postural Global), Pilates, hidroterapia, entre outras, devem ser indicadas de acordo com o diagnóstico médico. Além disso, o paciente precisa praticar uma atividade esportiva, evitando apenas as modalidades de contato e as de alto impacto sobre o aparelho locomotor", explica a médica Paola Zucchi, diretora da Reabilita - Companhia Paulista de Reabilitação, de São Paulo.

Com a ajuda do computador, o paciente reaprende a movimentar os músculos
Que tratamento é esse?
Método Brucker - o nome é uma homenagem ao neurocientista norte-americano Bernard Brucker, diretor dos laboratórios de biofeedback do Jackson Memorial Hospital, nos Estados Unidos. O médico ficou conhecido por desenvolver, após 26 anos de pesquisas e mais de seis mil pacientes observados, uma técnica inovadora de reabilitação motora que hoje é aplicada em indivíduos acometidos por diferentes tipos de lesões do Sistema Nervoso Central, incluindo casos de derrame, paralisia cerebral, distrofia muscular, traumatismo craniano, entre outros. O método Brucker consiste em utilizar as células nervosas não-danificadas para exercer as funções daquelas que morreram por conta da lesão.

Para isso, é empregado um aparelho chamado eletromiógrafo, responsável pela captação de sinais elétricos provenientes do cérebro e que chegam até os músculos. Por meio de um neuroeducador, equipamento desenvolvido por Brucker em parceria com engenheiros da computação, estes sinais passam a ser visualizados na tela de um computador, permitindo ao paciente a percepção do seu desempenho (o biofeedback). Por tentativas, acertos e erros, o indivíduo consegue aumentar o sinal nervoso e reaprender o movimento ou ajudar a melhorar e enriquecer a reabilitação.

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