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Edição 20 - Dezembro/2005
 
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  Câncer colo-retal invista na prevenção
O quarto tumor maligno de maior incidência no país pode ser evitado. Exames periódicos permitem flagrar (e tratar) lesões no intestino antes que venham a se tornar cancerosas

POR CRISTINA NABUCO

Formas de tratamento
Uma vez detectado o câncer, a primeira providência é a remoção da área afetada. A cirurgia é mais ou menos conservadora de acordo com as características do tumor. Em estágios iniciais, o segmento é extraído e as extremidades remanescentes, unidas.

Tumores avançados ou muito agressivos podem requerer a retirada completa do cólon e do reto e uma colostomia: cria-se uma abertura entre o intestino grosso e a parede abdominal através da qual são drenadas as fezes para o interior de uma bolsa. Adotada em último caso, essa saída também pode ser necessária quando a localização do tumor inviabiliza a preservação do esfíncter: sem ele, perde-se o controle sobre as evacuações.

FATORES DE RISCO
 Antecedente familiar de câncer de cólon ou reto.
Antecedente pessoal de câncer de ovário, endométrio ou mama.
 Dieta com baixo teor de fibras e alto teor de carne vermelha e gordura.
 Diagnóstico de enfermidade inflamatória do cólon ou doença de Crohn.
 Histórico familiar de polipose (formação de pólipos no intestino).
 Idade acima de 50 anos.
 Alto risco: o perigo cresce muito se um parente em primeiro grau (pai, mãe, avós, irmãos) teve, se pelo menos duas gerações sucessivas foram afetadas e se entre os doentes há pessoas com menos de 50 anos. Então, os exames de rastreamento devem ser iniciados no mínimo dez anos antes da idade em que a doença se manifestou no familiar mais próximo.

A análise laboratorial do material extraído e dos gânglios linfáticos vizinhos permite estimar as chances de disseminação e retorno do tumor e condiciona a seqüência do tratamento: radioterapia (emissão de raios de altíssima energia para destruir células cancerosas locais que tenham escapado ao bisturi) e/ou quimioterapia (administração de drogas por via injetável - mais comum - ou oral para matar células malignas que se desgarraram e circulam pelo corpo).

Tais metodologias evoluíram nos últimos anos. A radioterapia já está sendo realizada durante o ato cirúrgico: as vísceras são afastadas e se aplica uma grande carga de radiação direto no intestino. "Permite resultado melhor no controle da doença", explica o cirurgião oncológico.

"Ao ser feita posteriormente, com o abdômen fechado, os raios atingem também a bexiga e outras estruturas que não convém". Quanto às sessões de quimioterapia, em alguns casos são antecipadas para reduzir as dimensões do câncer, permitindo o emprego de técnicas mais conservadoras durante a cirurgia ou a remoção de tumores ou metástases que antes eram difíceis de operar. O avanço mais significativo, contudo, diz respeito ao aparecimento da terapia alvo. Esses novos medicamentos têm estendido a vida dos pacientes com metástases, dando resultados superiores à quimioterapia.

CONHEÇA OS SINTOMAS
 DOR ABDOMINAL DO TIPO CÓLICA
 MUDANÇA NO FORMATO DAS FEZES
 PRISÃO DE VENTRE
 ALTERNÂNCIA NO RITMO INTESTINAL: CONSTIPAÇÃO SEGUIDA
 DE EVACUAÇÕES FREQÜENTES
 ANEMIA DE CAUSA INDEFINIDA
 SANGUE E/OU MUCO NAS FEZES
 SANGRAMENTO DURANTE A EVACUAÇÃO

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